Autoconhecimento – Tatiane Lucheis https://tati.producaodeconteudo.com Mon, 16 Dec 2024 12:40:00 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Por que amar livros e incentivar o hábito da leitura https://tati.producaodeconteudo.com/2024/12/16/amar-livros-habito-da-leitura/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/12/16/amar-livros-habito-da-leitura/#comments Mon, 16 Dec 2024 12:40:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=6093 A leitura é um dos hábitos mais enriquecedores que podemos cultivar. Os livros nos ajudam no desenvolvimento pessoal e profissional, além de serem uma companhia para todos os momentos. 

Neste artigo, te conto alguns dos motivos que me fazem viver cercada por livros e como conseguir incorporar a leitura no seu dia a dia. Confira!

6 motivos para amar os livros 

Se você ainda não mergulhou no universo dos livros ou precisa de um empurrãozinho para retomar o hábito da leitura, aqui estão 6 motivos para amar os livros:

  1. Ler é viajar sem sair do lugar

Cada livro é uma janela que nos transporta para outro mundo. Através de suas páginas, podemos explorar diferentes realidades e culturas.

Aliás, o último artigo aqui do blog explora justamente a relação entre literatura e diversidade cultural — clique aqui para ler a seguir. 

Seja explorando terras fictícias ou aprendendo sobre a cultura de sociedades passadas, a literatura tem o poder de nos levar a viagens incríveis sem sair do lugar. 

  1. A leitura ajuda a desenvolver empatia

Ler livros, sejam eles fictícios ou não, nos oferece a oportunidade de nos conectarmos com as experiências de outras pessoas. Ao longo da leitura, presenciamos as experiências de outras pessoas e podemos aprender muito com elas. 

Um estudo realizado pela Universidade Emory, descobriu que ler afeta o cérebro da mesma forma como se estivéssemos vivenciando nós mesmos os eventos sobre os quais estamos lendo. Por isso, a leitura é uma ótima forma de desenvolver empatia

  1. Livros ajudam no desenvolvimento profissional e pessoal 

Desde o surgimento da escrita e da prensa, os livros são uma fonte inesgotável de aprendizado. 

Os romances nos ajudam a entender melhor as emoções humanas e a explorar relacionamentos e sentimentos; enquanto os livros de não-ficção nos ensinam habilidades teóricas ou práticas que podem transformar significativamente nossas vidas. 

Independentemente do seu gênero favorito, os livros são um meio para o autoconhecimento. 

A leitura também ajuda no desenvolvimento do pensamento crítico, uma vez que nos desafia a refletir e analisar as questões expostas. E esse, meu caro leitor, é um caminho sem volta 😉.

  1. Livros estimulam a criatividade

Aos poucos, a leitura desperta nossa curiosidade e nos deixa com vontade de ler ainda mais. Livros estimulam a capacidade imaginativa e são um alimento para a criatividade. 

Quanto maior for seu repertório literário, maior será sua capacidade de imaginar cenários e hipóteses. Além de divertida, essa habilidade pode ser útil para diversas carreiras. 

  1. Ler faz bem para a saúde mental 

O hábito da leitura tem relação comprovada com uma melhora na saúde mental. A leitura funciona como um ‘exercício’ para o cérebro por envolver atividades cognitivas como: imaginação, mentalização e aprendizagem. 

Outro benefício é a redução do estresse. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Sussex mostrou que o hábito da leitura ajudou na redução de até 68% dos níveis de estresse, diminuindo a frequência cardíaca e a tensão muscular dos participantes. 

A leitura tem um efeito calmante no cérebro — e aqui eu falo por experiência própria. Um bom livro pode nos ajudar a desacelerar, relaxar e diminuir a pressão das preocupações do cotidiano. 

Se você permitir, a leitura pode se tornar um refúgio em meio à correria do dia a dia.

  1. A leitura melhora a escrita

Ler exige foco e concentração. Além de melhorar essas habilidades, os livros também ajudam a ampliar nosso vocabulário, incluindo palavras e traços culturais que vão além de nossas referências cotidianas. 

Eu sempre digo que todo escritor deve ser antes um grande leitor. Afinal, a leitura nos apresenta a diferentes estilos narrativos e possibilidades de contar histórias. Inclusive, se você ainda não leu, recomendo fortemente que leia o artigo ‘ler como um escritor’, aqui do blog. 

6 dicas para incentivar o hábito da leitura

Agora que você já conhece a magia dos livros e está se perguntando qual será sua próxima leitura, confira essas dicas que irão te ajudar a tornar a leitura uma parte essencial da sua rotina: 

  1. Encontre assuntos do seu interesse

A leitura deve ser um momento prazeroso e não mais um compromisso a ser riscado da sua agenda. Mas, para que isso aconteça, é fundamental encontrar livros e histórias que despertem sua curiosidade e te deixem com vontade de passar mais tempo em sua companhia. 

Com o tempo, se desafie a explorar diferentes gêneros, mas não tem problema nenhum começar pelo que é mais familiar, combinado? 

  1. Reserve tempo para a leitura

Encontre momentos no seu dia para encaixar a leitura, como a caminho do trabalho ou enquanto espera pelo próximo compromisso, por exemplo. 

Eu tenho certeza que você consegue reservar pelo menos 15 ou 30 minutos do seu dia para ler algumas páginas. 

  1. Crie metas realistas 

Criar metas pode ser um estímulo para estabelecer um bom ritmo de leitura. Porém, se a meta estiver muito longe da sua realidade, pode ter o efeito contrário e te afastar dos livros. Por isso, comece com uma meta pequena e vá aumentando o número de páginas ou livros lidos aos poucos. 

  1. Crie um ritual de leitura

Além de reservar um horário no dia para ler, o ideal é que você também crie um ambiente e condições propícias para isso. 

Apesar de poder ler em diversos ambientes, se você deseja aumentar ainda mais o prazer da leitura, encontre um lugar confortável que desperte a vontade de ter um livro como companhia. 

Aqui, vale preparar todo o ambiente: a luz, o som e até a bebida ou lanchinho que irá acompanhá-lo durante esse momento. 

  1. Experimente ler mais de um livro ao mesmo tempo

Ler mais de um livro simultaneamente contribui muito com a atividade mental, pois estimula o cérebro a lembrar de mais coisas e abre espaço para mais memórias.

Sem contar que é uma ótima alternativa para variar entre gêneros e fazer uma pausinha quando uma leitura está travada. 

Eu sempre leio dois ou três livros ao mesmo tempo. Todos de gêneros diferentes, como um livro de ficção, um livro de poesias e um livro da minha área de estudos, por exemplo. Além de ajudar a aumentar o ritmo de leitura, cada um deles me acompanha em um momento diferente do dia. 

Aqui no blog você encontra um artigo recheado de dicas sobre o assunto — leia clicando aqui

  1. Use a tecnologia a seu favor

Além dos exemplares físicos, leitores digitais e aplicativos de audiolivros são opções que tornam a leitura mais acessível. 

Com diferentes formatos, você pode ler ou escutar um livro enquanto realiza outra atividade mecânica que não exija tanta concentração, como lavar louça ou caminhar na esteira, por exemplo. 

Seja lá quais forem suas escolhas, tenho certeza que com essas dicas a leitura pode se tornar uma grande aliada da sua rotina! Lembre-se de que cada história é uma nova oportunidade de aprender, sonhar e se inspirar. 

Boa leitura!  💜

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A leitura como refúgio https://tati.producaodeconteudo.com/2024/09/25/leitura-como-refugio/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/09/25/leitura-como-refugio/#comments Wed, 25 Sep 2024 12:15:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=5775 Para mim, a leitura sempre foi muito mais do que uma simples atividade de lazer ou um meio de adquirir novos conhecimentos: a leitura é meu maior refúgio. 

Mergulhar em uma história e explorar novos mundos através do olhar de narradores e personagens me proporciona alegria, alívio e bem-estar. Esse conforto que encontro nas palavras me ajuda a lidar com o cotidiano de forma mais leve. 

É como se eu conseguisse me conectar mais profundamente comigo mesma enquanto fujo temporariamente da realidade. 

Leitura e conexão emocional 

Os livros têm a capacidade de nos transportar para diferentes realidades. Com eles, visitamos outros tempos e lugares, dando uma pausa nas preocupações e compromissos que ocupam a mente. 

Ao ler uma história, entramos no mundo dos personagens. Acompanhar suas experiências nos permite experimentar novas possibilidades e viver experiências que provavelmente não viveríamos de outra maneira. 

Com isso, as histórias podem nos emocionar e nos ensinar. Criamos vínculos afetivos com aqueles personagens que nos identificamos, vibramos por suas conquistas e podemos até sentir raiva perante seus antagonistas.

Empatia e processamento de emoções

A ficção nos oferece uma oportunidade única de nos conectarmos com as experiências de outras pessoas. Ao longo da leitura, presenciamos as experiências que os personagens vivem e podemos aprender com elas. 

Por isso, a literatura é uma ótima forma de desenvolver empatia. Afinal, podemos nos identificar com os personagens e aprender com eles ao explorar como os acontecimentos afetam suas vidas.

O contrário também é verdadeiro: ler sobre realidades muito diferentes das nossas também nos ajuda a desenvolver a empatia. Ao caminharmos nos “sapatos” de um personagem, experimentamos suas emoções e dilemas.  

A partir daí, é possível transferir esse conhecimento e sensibilidade para nossas vidas. Isso aumenta a compreensão de nossas próprias emoções e experiências. 

Livros que tratam de temas sensíveis, como luto, trauma ou superação, oferecem um espaço seguro para processar sentimentos que, às vezes, podem parecer muito pesados na vida real. 

Além disso, o ato de ler ativa áreas do cérebro ligadas à imaginação. Ao visualizar as cenas descritas nas páginas, exercitamos nossa criatividade e temos a oportunidade de expandir nossos próprios horizontes. 

Fuga da realidade ou redução do estresse? 

Algumas pessoas podem ver a leitura como uma espécie de fuga, um meio de evitar os problemas do dia a dia. No entanto, essa fuga momentânea pode trazer muitos benefícios para a saúde física e mental. 

Quando estamos envolvidos em uma trama, nossa mente consegue se desligar das preocupações cotidianas e o corpo tem a chance de relaxar. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Sussex mostrou que ler ajuda a reduzir em até 68% os níveis de estresse. As pessoas analisadas durante o estudo diminuíram a frequência cardíaca e aliviaram tensões musculares.

Além disso, essa pausa ajuda a mente a descansar e se restabelecer para voltar com mais energia e disposição para os desafios da rotina. 

Ao longo da minha vida, em momentos de grande estresse, a leitura às vezes era a única coisa boa acontecendo, uma verdadeira fonte de prazer. Essa pausa era um respiro que me ajudava a descansar e recarregar as baterias para mais um dia difícil que viria pela frente. 

Autoconhecimento e autocuidado

Criar uma relação com os livros e encaixar um momento de pausa para a leitura em sua rotina é uma excelente forma de praticar o autocuidado

Além do descanso, a leitura é uma oportunidade de reflexão e autoconhecimento, que nos permite encontrar um equilíbrio e nos reconectar com nós mesmos.

Ler ajuda a expandir nossas ideias, cultura e formas de pensar. É uma maneira de ampliar nossos horizontes e transformar nossas vidas.

Biblioterapia

A biblioterapia é uma técnica terapêutica que utiliza a leitura como forma de ajudar em nossas questões emocionais e psicológicas. 

É um método que busca promover atenção às dificuldades e sofrimento emocional através da leitura. Por meio de histórias, poesias, contos ou crônicas, incentiva uma compreensão acerca da situação que estamos passando. 

Terapias através de leitura podem ser usadas por profissionais de saúde mental, como psicólogos, para auxiliar na lida com traumas, ansiedade, depressão e demais questões emocionais. 

Sua prática consiste na leitura de textos e na interpretação e compreensão do que foi lido. Essa técnica permite um contato maior e mais próximo com as emoções e ajuda a ressignificar experiências dolorosas, desenvolvendo nossas formas de lidar com emoções difíceis. 

Seja para praticar a biblioterapia ou apenas para ler como forma de autocuidado e prazer, o fato é que o poder terapêutico dos livros está em sua capacidade de oferecer um refúgio e facilitar o autoconhecimento. 

A literatura faz muito mais do que nos distrair, ela nos ajuda a desenvolver estratégias para lidar com nossas emoções de forma mais leve e saudável. 

Espero que no próximo livro que você abra, encontre um mundo de possibilidades que te ofereçam um refúgio – para descansar a mente e acalentar as emoções. 

Boa leitura 💜

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Como a gestão de tempo pode aliar produtividade e bem-estar https://tati.producaodeconteudo.com/2023/08/23/gestao-de-tempo-produtividade-bem-estar/ https://tati.producaodeconteudo.com/2023/08/23/gestao-de-tempo-produtividade-bem-estar/#comments Wed, 23 Aug 2023 12:00:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=4728 A organização mudou a minha vida, nas esferas pessoal e profissional. Como sou fã de carteirinha desse tema, já li diversos livros e sempre procuro novidades a respeito. Mas, com alguma frequência, me deparo com autores que pesam a mão na produtividade e deixam o bem-estar de lado.

Na minha experiência, uma coisa não caminha sem a outra! A organização nos ajuda tanto a sermos mais produtivos quanto a termos uma qualidade de vida melhor.

É por isso que, no artigo de hoje, vou dividir com você algumas dicas de hábitos que aplico no meu dia a dia para levar uma vida mais leve.

E então, vamos nessa?

O que é gestão de tempo

Para começarmos essa conversa, precisamos primeiro explorar o que é a gestão de tempo e como elas nos ajuda a organizar a rotina e ganhar mais produtividade.

Gerir o seu tempo significa criar um planejamento para controlar suas atividades ao longo de um período de tempo, como um dia, uma semana, ou um mês, por exemplo.

O objetivo é otimizar suas tarefas e rotinas, de modo que você não perca tempo à toa e ganhe mais agilidade no dia a dia – a famosa produtividade.

Para administrar o tempo de forma inteligente, é essencial prestar atenção nas tarefas que você realiza e entender o tempo que cada uma leva, o nível de energia demandado e os recursos associados a ela.

Tudo isso te ajudará a estabelecer prioridades e definir qual é a melhor tarefa para cada momento do dia.

Já que não podemos controlar o tempo – as 24 horas do dia passam, a gente querendo ou não – podemos aprender a utilizá-lo a nosso favor.

A gestão de tempo é uma habilidade valiosa, entre seus principais benefícios estão:

  • Redução de estresse: uma vez que você tem uma visão mais clara de suas demandas e organiza suas tarefas dentro do limite de tempo disponível, não precisa se estressar com prazos, urgências ou sobrecargas.
  • Foco e concentração: quando você sabe o que tem para fazer e o que fazer a seguir, pode estar muito mais presente no momento atual, sem se preocupar com suas pendências ou prazos.
  • Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: otimizando o tempo e as tarefas, você consegue alcançar mais equilíbrio entre o trabalho, o lazer e o merecido descanso.

Isso significa que além de te ajudar a ser mais produtivo, a gestão de tempo também contribui para uma melhora significativa na qualidade de vida.

O que é produtividade

A gestão de tempo e a produtividade andam juntas. Afinal, quando se organiza bem o tempo, fica mais fácil realizar as atividades diárias.

Nesse sentido, a produtividade está relacionada com nossa capacidade de fazer as coisas de forma eficiente. É fazer mais em menos tempo ou com menos recursos, mantendo um nível de qualidade.

Em linhas gerais, pode ser entendida como uma forma de  otimizar o uso de tempo, dinheiro, esforço e outros recursos disponíveis para alcançar um determinado objetivo.

Mas não é apenas sobre realizar tarefas, e sim sobre alcançar resultados significativos e relevantes.

Por isso, a produtividade nunca deve sacrificar a qualidade do seu trabalho ou do resultado final. Ao contrário, a ideia é buscar maneiras novas e mais eficientes de realizar cada tarefa, otimizando processos e fazendo escolhas mais assertivas.

A seguir, você confere um guia com 15 dicas que irão te ajudar a reorganizar sua rotina e atingir resultados incríveis. Confira!

15 dicas para ser mais produtivo sem abrir mão do bem-estar

  1. Defina metas claras

Pense sobre seus objetivos e aquilo que deseja alcançar. A partir daí, defina metas claras.

Suas metas servirão como um estímulo e também como um guia de suas ações. Sem elas, fica mais fácil perder o foco no meio do caminho.

Particularmente, sou fã do conceito de metas SMART, uma metodologia que visa a criação de metas: específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e temporais. Neste artigo, te conto tudo sobre como montar suas metas aplicando a metodologia SMART.

  1. Planeje sua rotina

A melhor forma de gerir seu tempo é planejando suas próximas atividades e definindo uma rotina

Todos os dias, nós realizamos um conjunto de comportamentos de forma regular, como fazer uma atividade física pela manhã ou preparar o almoço, por exemplo. Por isso, planejar esses pontos que você sabe que farão parte do seu dia a dia ajuda a otimizar o tempo.

Uma ótima dica é começar a planejar seu dia já na noite anterior. Antes de dormir, tire cinco minutinhos para pensar sobre o próximo dia: programe o despertador, liste as principais tarefas em ordem de prioridade, adiante sua roupa ou a mesa do café da manhã, por exemplo.

A ideia é que, além de economizar tempo, você também evita a fadiga de decisão, uma vez que estas são tarefas repetitivas, que fazemos quase que em piloto automático.

  1. Crie uma rotina de sono

É durante o sono que o nosso cérebro desempenha algumas atividades fundamentais, como organizar pensamentos, consolidar as memórias adquiridas ao longo do dia e exercitar a criatividade.

Mas não é só a quantidade de horas dormidas que importa, a qualidade do sono é determinante. Criar um ritual noturno ajuda a sinalizar para o corpo que ele deve passar do estado de vigília ou alerta para o estado de sonolência.

Aqui, você encontra minhas melhores dicas para criar rituais noturnos que te ajudarão a ter uma boa noite de sono.

  1. Organize o ambiente à sua volta

Acumular papéis na mesa, deixar cabos espalhados, arquivos mal nomeados no computador e viver em um ambiente desorganizado podem afetar diretamente a sua capacidade de trabalho – e até mesmo de raciocinar!

Pode parecer bobeira, mas a verdade é que o ambiente influencia muito nossas emoções, motivação e produtividade. Além de trazer mais bem-estar para o dia a dia.

A falta de organização nos faz perder muito tempo e pode ser fator gerador de estresse e ansiedade. Nesse artigo, te conto 6 motivos para organizar o ambiente à sua volta. E te garanto que a organização é um caminho sem volta 😉

  1. Evite distrações

Segundo relatório da consultoria App Annie, somente em 2021, os usuários brasileiros passaram, em média, 5,4 horas por dia em seus smartphones.

Sem dúvidas, essas pequenas interrupções acabam com a nossa concentração, que demora para ser retomada.

Por isso, o ideal é criar períodos de foco, onde todas as distrações como notificações, redes sociais e barulhos externos devem ser eliminados. Intercale esses períodos de foco com pausas para descansar a mente e o corpo.

  1. Aprenda a dizer “não”

Não se sobrecarregue com compromissos ou tarefas que não estejam alinhados com seus objetivos e prioridades. É comum as pessoas sentirem dificuldade de priorizar os próprios interesses e vontades e acabarem se rendendo a situações ruins que seriam evitadas com uma recusa.

Saiba quando recusar responsabilidades extras e não sinta culpa em dizer “não” para uma demanda ou outra. Clique aqui para ler meu artigo sobre esse tema.

  1. Delegue tarefas

Sempre que possível, delegue tarefas para outras pessoas de sua equipe que estejam disponíveis e tenham capacidade de realizá-las. Dessa forma, você libera sua agenda para atividades mais importantes ou que exijam seus conhecimentos específicos.

E na vida pessoal, é o famoso “dividir para conquistar”. Converse com as pessoas que moram com você e tente estabelecer uma divisão das tarefas domésticas de forma que ninguém fique sobrecarregado.

  1. Tenha uma dieta balanceada

Mantenha uma dieta saudável sempre que puder. Isso significa que você comerá bem todos os dias? Muito provavelmente não!

Mas saber equilibrar as refeições e voltar a andar na linha depois de um exagero é fundamental.

Uma dieta balanceada te ajudará a ter mais energia e concentração para o cotidiano, influenciando diretamente no bem-estar, físico, mental e emocional.

  1. Faça listas

Para organizar sua rotina, use e abuse das listas!

Neste artigo, te ensino como fazer isso. Mas, em linhas gerais, minha dica é que você crie diversas listas ao invés de uma só. Separe-as por categorias ou contextos, pois isso te permite ir direto ao ponto, se focando apenas no que importa em cada momento.

Também recomendo que você tenha uma caixa de entrada – pode ser o bloco de notas do celular ou um caderninho de papel na bolsa. O importante é ter um lugar para anotar tudo o que chega de novo, assim você não precisa comprometer sua memória e atenção com as novas demandas, podendo direcioná-las posteriormente às devidas categorias.

  1. Pratique atividade física

Manter-se ativo é fundamental para a saúde do corpo e da mente. Praticar atividade física com regularidade contribui para a saúde e ajuda a melhorar o humor, além de reduzir níveis de ansiedade e estresse.

O mais importante é encontrar uma atividade que seja prazerosa e que faça sentindo em sua rotina. Por aqui , faço caminhadas ao ar livre sempre que posso, e encontrei conforto e energia no tapete de yoga 😉

  1. Faça pausas e saiba a hora de parar

Tão importante quanto trabalhar com concentração, é fazer pausas ao longo do dia. Levante, vá ao banheiro e beba água, pode tirar uns minutinhos para conferir as notificações do celular. As pausas, além de necessárias para a saúde, têm um efeito revigorante no trabalho.

Além disso, estabeleça um horário limite para parar de trabalhar e respeite-o. se permita não ser produtivo depois disso e descanse!

  1. Priorize tarefas

Analise suas demandas para identificar quais tarefas são mais importantes e devem ser priorizadas. Assim, você concentra seus esforços nas tarefas que estão diretamente ligadas a seus objetivos e metas.

Leve em consideração também os prazos e urgências. E embora pareça eficiente, tentar ser multitarefa só irá atrapalhar as coisas. A ciência já comprovou que a mudança de foco de uma tarefa para outra nos prejudica.

Isso acontece porque o cérebro não se concentra em mais de uma coisa por vez. Ao invés disso, ele faz pequenas e rápidas alternâncias de foco. Apesar da impressão de estarmos fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, só estamos perdendo tempo e reduzindo a qualidade de nossa atenção.

  1. Pratique o autocuidado

Como o próprio nome já diz, autocuidado refere-se ao ato de cuidar de si mesmo. Para isso, você precisa estar atento às suas vontades e necessidades. Quanto mais você investe em autoconhecimento, mais clareza tem sobre o que precisa a cada momento.

Isso possibilita que você se priorize e cuide de si mesmo, de forma a equilibrar suas necessidades com as demandas externas do dia a dia.

  1. Comemore seus progressos

Você pode criar um sistema de recompensas para quando concluir uma tarefa ou lista. Afinal, é preciso comemorar pequenas vitórias. Isso ajuda a revigorar sua motivação e visualizar progressos.

  1. Seja flexível

Por mais que nos planejemos, nem sempre a vida sai como gostaríamos e, já que não há um roteiro, precisamos aprender a trabalhar com uma margem para os imprevistos.

Saber se adaptar e ser flexível é muito importante para não se deixar levar pelo estresse e pela ansiedade, que podem colocar todo o seu esforço em jogo. 

Mantendo uma rotina produtiva e saudável

Alcançar a produtividade saudável não significa trabalhar o tempo todo. O objetivo é conseguir trabalhar de maneira eficaz, cuidando de si mesmo e encontrando um equilíbrio entre seus objetivos e sua qualidade de vida.

Lembre-se que esse não é um nível estático: o equilíbrio é uma dança.

Em algumas semanas será mais fácil manter uma rotina saudável e ter momentos de autocuidado; enquanto que, em outras, será mais desafiador. O importante é ter clareza sobre seus objetivos e se conhecer bem o bastante para identificar e respeitar os sinais que seu corpo e sua mente te dão sobre a necessidade de parar e descansar.

E hoje ficamos por aqui! Se você ainda não me conhece, meu nome é Tatiane Lucheis, sou psicóloga, escritora e produtora de conteúdo. Aqui no blog você encontra de tudo um pouco: literatura, dicas de escrita, organização e autoconhecimento.

Me acompanhe e ative as notificações para receber as novidades. Estou sempre compartilhando artigos como este por aqui e espero que essa leitura seja uma pausa bem-vinda em sua rotina.

Um abraço e até a próxima! 💜

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A vida na velocidade 2x https://tati.producaodeconteudo.com/2023/07/27/velocidade-2x/ https://tati.producaodeconteudo.com/2023/07/27/velocidade-2x/#comments Thu, 27 Jul 2023 11:30:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=4654 Quando foi a última vez que você escutou um áudio sem acelerar? Se você nem se lembra mais como era escutar mensagens na velocidade 1x, te convido a me acompanhar nessa leitura.

Há alguns anos, plataformas como o Whatsapp e o YouTube liberaram a função de acelerar os áudios e vídeos. A ideia era economizar tempo. No início achei super errado, um absurdo! Mas então experimentei ouvir um áudio na velocidade 1,5x, só porque estava com muita pressa.

Aos poucos, acelerar minhas conversas se tornou um hábito. A ponto que hoje, acho muito estranho escutar um áudio na velocidade normal: parece que a pessoa do outro lado da tela está falando tão de-va-gar!

Dependendo do conteúdo, também acelero os vídeos do YouTube, mesmo sabendo que isso altera meu nível de atenção e pode comprometer minha capacidade de  reter informações.

Mas é difícil evitar, começo a bater o pé no chão, num ritmo inquieto… preciso ir mais rápido.

Não vou mentir pra você, em alguns dias estou tão atarefada que se pudesse, aceleraria algumas pessoas também, em conversas que acontecem cara a cara.

Mas por que acelerar?

Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que cerca de 43% da população brasileira vive na chamada velocidade 2x, ou seja, em ritmo muito acelerado.

Em um mundo tão acelerado e com um volume imenso de informações novas chegando a cada instante, pode mesmo ser difícil acompanhar tudo o que acontece à nossa volta.

O termo infotoxicação, criado em 1996 e popularizado na última década, é a junção das palavras “informação” e “intoxicação”. Ele diz respeito ao excesso de conteúdos que recebemos diariamente e que, obviamente, não conseguimos absorver, gerando mais estresse e ansiedade em nossas vidas.

A sensação de que não temos controle, ou seja, de que não conseguimos absorver toda a informação disponível, e nem cumprir com todas as demandas, solicitações e notificações, também podem gerar efeitos negativos para nossa autoconfiança e autoestima.

Não se sentir suficiente por não dar conta de tudo é um beco sem saída, pois não há como conseguir acompanhar todas as demandas da vida moderna.

Quanto à velocidade dos áudios, apesar do objetivo ser economizar tempo e otimizar tarefas, a verdade é que sofremos mais perdas do que ganhos com essa aceleração em excesso.

Inclusive, a aceleração de um áudio muda também o tom de voz da fala. Um suspiro pode ser mal interpretado, e as nuances da fala se perdem.

Você já se pegou rindo de como a voz de uma pessoa fica ao acelerar sua fala, quando deveria estar prestando atenção no conteúdo da fala?

Quando você acelera um áudio, acaba ficando mais ansioso junto com aquela fala acelerada em seu ouvido. Parece que a necessidade de responder é imediata – o tempo todo estamos recebendo demandas e gerando novas tarefas.

As consequências de viver com pressa

Essa falsa noção de que temos controle sobre o tempo e de que podemos fazê-lo render mais traz consequências como: ansiedade, estresse, cansaço e até sintomas depressivos.

O que eu tenho sentido cada vez mais é que ao acelerar a vida, ficamos ainda mais ansiosos.

Absorver informações com tanta pressa só nos deixa mais agitados. E assim seguimos, nos acelerando e testando nossos limites um pouquinho mais a cada dia.

Nossa sociedade vive hoje em um estado de pressa normalizada. O tempo todo estamos correndo e tentando aumentar nossa produtividade. Ainda assim, parece que nunca sobra tempo para responder um amigo ou para assistir aquele filme que está todo mundo comentando.  

Com isso, perdemos as pequenas sutilezas do cotidiano. Quantos atos de gentileza você deixou passar só por que estava com muita pressa? 

Será que prestamos atenção na paisagem à nossa volta, no caminho para casa, nas pessoas que passam por nós, ou estamos o tempo todo presos em nossas mentes – ou telas – calculando o tempo e os compromissos?

Quantas vezes por dia você olha a hora em seu celular ou relógio e imediatamente começa a pensar sobre tudo o que ainda tem para fazer naquele dia? Parece que nossos compromissos não cabem mais em 24 horas?

Vale a pena viver em 2x?

Ao acelerarmos a vida, podemos ganhar em quantidade, mas perdemos em qualidade.

Na minha experiência, fazer mais tarefas pode parecer sinônimo de produtividade à primeira vista, mas pode ser o início do caminho para um burnout.

Acelerar uma vídeoaula para assisti-la mais rápido, ou então para assistir mais aulas em um único dia, não significa que você irá de fato aprender mais sobre o tema. Assim como conversar com seus amigos esperando o áudio terminar, tampouco indica que você escutou o que eles tinham a dizer.

Estamos vivendo ou apenas cumprindo protocolos e riscando pendências de nossas listas de tarefas?

A vida humana não se dá na mesma velocidade com que a tecnologia tem evoluído. Ao mesmo tempo, a necessidade de consumir o máximo de informação possível e o medo de ficar de fora e perder alguma coisa, é nosso – e são sentimentos muito humanos.

Sim, eu sei que vou continuar acelerando meus áudios na infinita pressa do dia a dia. Mas procuro equilibrar isso com tempo de qualidade com as pessoas à minha volta. Quando saio para caminhar, me pego parada olhando para uma paisagem no parque do bairro, porque não importa quantos e-mails não lidos tenham na minha caixa de entrada, a beleza das árvores sempre me encanta a ponto de me desconectar momentaneamente.

Eu poderia continuar sentada na frente dessa tela, escrevendo e dando exemplos. Mas enquanto termino de escrever essas palavras, minha mãe está vindo me buscar para jantarmos juntas. E também não quero te prender aí do outro lado, desejo apenas que a leitura tenha sido útil pra você.

Por hoje é só, nos vemos na próxima!

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Tem tempo para você na sua agenda? https://tati.producaodeconteudo.com/2023/06/28/tempo-na-sua-agenda/ https://tati.producaodeconteudo.com/2023/06/28/tempo-na-sua-agenda/#comments Wed, 28 Jun 2023 11:45:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=4549 Na semana passada, compartilhei um pensamento com minha rede lá no LinkedIn. A repercussão do post foi tão positiva que venho pensando muito nesse assunto desde então.

O negócio é o seguinte: já reparou como nós nunca temos tempo? Se você é como eu, ou como qualquer outra pessoa que vive em pleno século XXI, tenho certeza de que também está sempre atarefada e talvez mal tenha tempo de ir ao banheiro entre um compromisso e outro. Acertei? 

Então hoje, estou aqui pra te fazer um convite: que a primeira reunião do seu dia seja com você mesma

Vem comigo que eu te explico! 

Você já ouviu falar em Slow Living

O slow living é um movimento que prega a desaceleração da vida cotidiana. Isso mesmo, a ideia é pisar no freio e viver a vida com menos pressa, mais atenção ao momento presente, maior autoconhecimento e, principalmente, mais respeito com si mesma. 

O termo em inglês pode ser traduzido como “vida lenta”, e o principal objetivo desse movimento é conhecer o seu próprio tempo e aprender a administrá-lo de acordo com seus valores e princípios. 

Mais do que fazer uma pausa na correria cotidiana, é um convite para repensar a necessidade de estar sempre correndo. 

É sobre olhar para a saúde física, mental e emocional para redimensionar alguns aspectos da sua vida, aprendendo a se priorizar. E a melhor ferramenta para alcançar esse equilíbrio é, sem dúvidas, o autoconhecimento. Afinal, quanto mais você conhece sobre si – suas necessidades, desejos, medos e motivações – mais clareza tem sobre o que te move. 

Saber o por quê você faz o que faz e como faz, pode ser libertador, um verdadeiro agente de mudanças em sua vida. 

Isso porque, vivendo uma vida com mais consciência de si, é possível priorizar algumas atividades e relações, estabelecer limites e decidir o que é aceitável ou não para você. 

Reservando tempo para você

Quando digo que a  primeira reunião do seu dia tem que ser com você mesma, quero te incentivar a tirar um tempinho para desenvolver o autoconhecimento todos os dias. 

Pode ser desafiador no início, mas passar um tempo na própria companhia é um caminho sem volta. 

Inclusive, encaixar pequenos momentos de prazer em sua rotina pode te dar o gás necessário para enfrentar um dia cheio de compromissos pela frente. 

Minha dica é que toda manhã, você tome seu café da manhã com calma, faça alguma atividade que lhe dê prazer, tome um banho e repasse sua agenda, para apenas então começar a interagir com o seu trabalho e com as outras pessoas. 

Acrescentar uma atividade para si na rotina pode fazer toda a diferença no seu dia e na qualidade de vida como um todo. Seja praticar uma atividade física ou ler um capítulo de um livro, a ideia é se permitir fazer algo por si, se colocando como prioridade em meio ao caos cotidiano. 

Por aqui, tenho amado praticar yoga, e leio algumas páginas de um livro sempre que posso! 

Eu sei que nem todo dia é simples, ou mesmo possível, fazer isso. Você pode ter uma consulta marcada mais cedo, uma demanda familiar, ou qualquer outra coisa no caminho. Mas experimente criar o compromisso consigo mesma e cumpri-lo sempre que possível. 

Se você conseguir começar fazendo algumas vezes na semana, ótimo! Já está melhor do que antes, concorda? 

As mensagens e e-mails estão sempre chegando, mas a maioria pode esperar um pouquinho por uma resposta. Então, não deixe que falsas urgências falem mais alto e, principalmente, não abra mão de ter um tempinho pra você! 

Que os dias corridos sejam exceção, e não regra! 

Falando sobre a minha experiência, sinto que fazer minhas atividades pela manhã e me organizar antes de começar a trabalhar faz TODA a diferença no ritmo do meu dia. Parece que o dia fica todo torto se eu não tive um tempinho pra ficar em silêncio e organizar minhas demandas, sabe? 

Depois que você cria o hábito, é difícil abrir mão que seja de alguns minutos sozinha com as suas próprias demandas. 

Fazendo um pouquinho por dia, todo dia, você começa a prestar mais atenção em si mesma, e é aí que entra o autoconhecimento: você aprende mais sobre suas vontades, necessidades e valores. 

As pessoas à sua volta sentem a diferença e  o efeito disso se estende para todas as áreas da sua vida.

A verdade é que tudo o que fazemos ao longo do dia está relacionado com nossos hábitos. Cada comportamento, executado de maneira consciente ou não, pode fazer parte de uma rotina ou ritual – para saber mais sobre hábitos, rotina e  rituais, recomendo a leitura do meu artigo sobre esse tema

Com o tempo, você pode experimentar horários que funcionem melhor pra você e marcar pequenos horários ou pausas em sua agenda para suas atividades – sem o objetivo de ser produtivo ou entregar resultados, mas de cuidar de si e sentir prazer e alegria. 

Essa reflexão toda, por exemplo, foi fruto de um café da manhã tranquilo e silencioso em minha própria companhia. Momentos como esse me ajudam a descansar, mas também contribuem – e muito – com a minha criatividade e expansão da forma de ver o mundo. Gerando trocas com outras pessoas e fortalecendo meus relacionamentos. 

Então, finalizo esse texto com a mesma pergunta feita lá no início: tem tempo pra você na sua agenda? 💜

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2022: o ano da ressaca https://tati.producaodeconteudo.com/2022/12/19/ano-da-ressaca/ https://tati.producaodeconteudo.com/2022/12/19/ano-da-ressaca/#respond Mon, 19 Dec 2022 14:53:27 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=3871 Toda vez que o final de ano se aproxima, eu começo a ficar reflexiva. Tenho o hábito de fazer uma retrospectiva em dezembro. Funciona assim: todos os dias do mês eu escrevo sobre um evento que marcou o meu ano. Assim, tenho a chance de entrar em contato novamente com pelo menos 31 coisas que aconteceram ao longo dos últimos meses.

Não tem regra, vale falar sobre qualquer tema – por maior ou menor que seja – desde que tenha me marcado de alguma forma. Esse pequeno ritual de escrita me estimula a pensar sobre como os eventos se conectam e como uma área da vida influencia nas demais.

Desde o início da pandemia, vivemos anos desafiadores e sem precedentes. Sinto que em 2020 fomos pegos de surpresa, literalmente obrigados a ficar em casa. Isso aproximou algumas relações e afastou outras… também tivemos muito tempo para lidar com nossas sombras. Por aqui foi intenso!

Foi no final desse ano que eu quebrei o pé direito e me vi obrigada a ficar mais de um mês no sofá. Agitada como sou, tinha tudo para ser uma tortura. Mas não foi! Foi a pausa necessária para que eu estudasse e finalmente tomasse coragem de dar um salto – figurativamente, já que a bota ortopédica não me permitia mais do que alguns passos. Fiz minha transição de carreira e comecei a trabalhar como escritora e produtora de conteúdo.

Em 2021, aprendemos a nos cuidar, cuidar dos nossos e viver a vida em outro ritmo, mais lento, como a saúde e a economia nos permitiam. Por aqui foi um ano de faxina e reorganização! Refiz minhas bases, reencontrei uma amiga querida e montamos juntas a LAB, nossa empresa de estratégia & conteúdos. 

A chegada de 2022 veio com a sensação de um retorno à normalidade. Mas, à essa altura, o que é normal? Os anos anteriores foram mais introspectivos e reclusos e agora vivemos uma ressaca de tudo o que aconteceu – dentro e fora de nós.  

Podemos sair às ruas novamente, mas agora carregamos as marcas de um trauma coletivo. Ainda me parece difícil dar conta da vida privada e, de repente, estamos de volta à esfera pública. E se você se sente desorientado, nem pense em olhar para os lados: todos vivem sua própria versão do caos.

Estamos tentando nos encontrar de novo, pois, mesmo trancados dentro de casa, nos perdemos. Depois de tanto tempo, é preciso descobrir o que o se manteve e o que mudou. E aqui vale tudo: lojas do bairro que fecharam, empregos que mudaram, amigos que hoje mais parecem estranhos.

Aquele alívio que eu pensava que sentiria na volta ao presencial nunca chegou. Alguns dos avanços tecnológicos nos atropelaram de forma irreversível, e o que parecia provisório veio para ficar. Veja bem, longe de mim reclamar do home office, mas sinto falta de caminhar na rua, passar na padaria na volta para casa, almoçar com colegas e ter um pouco de distração entre reuniões. Opa, reunião não, agora a gente chama de “meeting”. 

As coisas foram sendo retomadas aos poucos: passeios, eventos, festas e viagens. E eu comecei a me perguntar se isso significava que a gente já podia se ver. Mas eu não conseguia marcar um encontro com meus amigos! Havia tantos ruídos em nossa comunicação, era como se eles não me conhecessem mais. Tampouco eu os conhecia, percebi angustiada, afinal, os dois últimos anos passaram para todos.

Sofri muito com todo esse estranhamento, mas, aos poucos, fiz o que faço de melhor: me reorganizei. Entendi que algumas coisas deixaram de fazer sentido e que eu precisava deixá-las para trás. Não havia motivos para carregar tantos pesos! Encerrei ciclos importantes e termino o ano com alguns pendurados, sem saber ainda o que fazer com eles.

É preciso muita coragem para sair de um lugar que antes era tão confortável, mas, ao mesmo tempo, onde não couber, não te demores. Afinal, não deveria ser difícil me relacionar com pessoas tão próximas, deveria?

Eu mudei tanto nos últimos meses! Perdi peso, comecei a praticar Yoga e estou prestes a me casar, mas absolutamente nada aconteceu como eu esperava. Esse tem sido um período intenso de autodescoberta, e tenho muito orgulho dessa Tati que está sentada aqui hoje colocando seus sentimentos no papel. Apesar de tudo, posso afirmar com segurança que eu não a trocaria por nada no mundo, nem pela volta daquele antigo conforto da vida pré-pandemia.

Talvez você, assim como eu, esteja terminando esse ano com a sensação de que nada saiu conforme o planejado, mas que, ainda assim, viveu um montão de coisas. E eu não faço ideia do que está por vir, só sei que 2022 vai embora com um suspiro pesado, daqueles que faz cair os ombros, mas que alivia os pulmões.

Publicado originalmente em: Medium.

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Aprenda a dizer “não” e pare de se sentir na obrigação de realizar tarefas que não deseja https://tati.producaodeconteudo.com/2022/03/23/aprenda-a-dizer-nao/ https://tati.producaodeconteudo.com/2022/03/23/aprenda-a-dizer-nao/#comments Wed, 23 Mar 2022 13:19:40 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=1927 Quantas vezes você já se sentiu na obrigação de fazer alguma coisa só para agradar alguém? Seja fazer um favor, atender um pedido ou mesmo para agradar uma pessoa querida. O fato é que muitas vezes dizemos “sim” quando queremos dizer “não”.

Mas por que é que essa palavrinha pode ser tão difícil de ser dita?

É sobre isso que conversaremos no artigo de hoje: por que é tão comum nos submetermos a situações ruins, quando um simples “não” nos pouparia muita energia, tempo  e estresse? Continue a leitura e descubra alguns dos motivos que podem estar te travando.

Sempre reparo em como é comum as pessoas sentirem dificuldade de priorizar os próprios interesses e vontades e acabarem se rendendo a situações ruins que seriam evitadas com uma recusa. E por que tanta contradição? Por que aceitamos docilmente e ignoramos os sinais que nosso corpo e mente nos dão sobre aquilo?

Alguns dos principais motivos são:

  • Aceitação: desde muito novos, somos ensinados a aceitar e, por isso, queremos pertencer, queremos ser aceitos. Quem não deseja ser o amigo estimado, o filho querido, o colega de trabalho bem visto?;
  • Necessidade de querer agradar a todos: essa vontade de ser aceito pode nos conferir uma identidade de “pessoa boa”, sabe aquele amigo que faz tudo? Esse mesmo! O fato é que algumas pessoas, sem perceber, desagradam a si mesmas numa tentativa de agradar as outras;
  • Sentimento de rejeição: com medo de ser mal interpretado ou mesmo rejeitado, podemos acabar aceitando situações na tentativa de preservar nossos relacionamentos;
  • Querer ser prestativo: é muito bom ajudar os outros, e algumas pessoas se sentem realmente bem sendo prestativas. Mas até a solidariedade precisa de limites, caso você esteja sendo prejudicado no caminho;
  • Evitar conflitos: é comum que as pessoas se submetam e aceitem determinadas situações em nome de evitar conflitos com seus entes queridos, com medo de perder ou prejudicar seus relacionamentos;
  • Achar que o problema dos outros é mais importante do que suas próprias necessidades: aqui temos um alerta para questões de autoestima. Às vezes exageramos na dose de querer ser prestativo por reconhecermos os problemas que as outras pessoas passam, mas corremos o risco de esquecer ou não considerar nossas próprias questões.

Ao dizer “sim”, quando na verdade sua vontade é justamente a contrária, muitas pessoas se sujeitam a situações ruins e relacionamentos tóxicos, gerando uma série de prejuízos para si.

 É muito comum que essas pessoas se sintam sobrecarregadas e frustradas. Pois tentam abraçar o mundo ao aceitar tudo e então não dão conta de fazer ou concluir tudo aquilo com o que se comprometeram.

É preciso entender a necessidade de estabelecer limites, que sejam saudáveis para si e para as relações, caso contrário, criamos e estimulamos relacionamentos abusivos que, com o passar do tempo, se tornam insustentáveis.

Para criar esses limites, você deve primeiro voltar-se para dentro e entender até onde você consegue aceitar e ajudar o outro sem se prejudicar. Uma pessoa que simplesmente aceita tudo, pode passar a ter dificuldade em reconhecer o que gosta ou não, o que lhe faz bem e o que lhe faz mal. Justamente por não ser seletiva, não filtrar suas demandas. É como se dependesse do outro para guiar e decidir sua própria vida. 

A importância do Autoconhecimento:

Uma boa dose de autoconhecimento nos ajuda a entender nossas necessidades e desejos, além dos medos, inseguranças e necessidade de pertencimento, que podem estar dificultando a tomada de decisões.

Saber reconhecer e atender às próprias necessidades é algo que exige prática. Priorizar suas próprias vontades não é algo que acontece do dia para a noite. Praticar o autoconhecimento é essencial para entendermos nossas atitudes e a sincronia entre as reações do organismo e tudo aquilo que acontece em nossa vida. É praticar a autopercepção, entendendo o que se sente, pensa ou gosta.

Então, só para deixar bem claro: cuidar de si não é egoísmo, é ter amor próprio e saber se respeitar.  Tão importante quanto cuidar de amigos e familiares, é saber cuidar de si. E isso não significa que você não se importe ou não se preocupe com as outras pessoas, quer dizer apenas que entende a importância de estar bem consigo mesmo para que possa então contribuir com o bem-estar de outras pessoas.

Exercer o autocuidado ajuda nesse processo e, com o tempo, você terá mais clareza e facilidade para identificar suas necessidades e limites.

Do mesmo modo que você consegue compreender suas necessidades, passa a conseguir identificar as necessidades das outras pessoas, então, por meio da prática do autoconhecimento, também desenvolverá mais empatia. E isto tende a trazer uma melhora significativa para os seus relacionamentos. Muito maior, inclusive, do que se você estivesse apenas aceitando todas as solicitações alheias sem nenhum tipo de filtro.

E quando o “não” deve ser dito?

Sempre que você perceber que será mais saudável a todos. É verdade que aprender a dizer “não” é um processo: no começo será difícil e incômodo, e nem sempre é fácil lidar com a reação da outra pessoa. Romper padrões de comportamento é um desafio. Mas, a longo prazo, você estará criando relacionamentos mais saudáveis e, principalmente, uma relação mais amorosa e respeitosa consigo mesmo, e assim todos saem ganhando.

Precisamos treinar o uso da palavra “não” para não abrirmos mão de nossa liberdade, tempo e interesses. Afinal, somos todos importantes e temos nossas próprias tarefas para realizar.

Em cada situação, reflita antes de responder “sim” ou “não”.

Para finalizar, listei a seguir algumas sugestões que podem te ajudar na construção deste novo hábito:

  • Pratique o autoconhecimento: como já foi dito, aprenda a reconhecer suas necessidades e ponderá-las com as demandas externas, assim será mais fácil estabelecer os seus limites;
  • Estabeleça limites e prioridades: não temos tempo para fazer tudo o que somos solicitados, por isso, é importante estabelecer prioridades e escolher a forma como usamos nosso tempo. E não se esqueça de que você deve ser sempre sua própria prioridade;
  • Seja claro e objetivo em suas decisões: você não precisa de justificar ou dar muitas explicações, mas seja claro sobre os motivos de não conseguir atender a uma solicitação, para que o outro entenda e respeite sua decisão;
  • Não se sinta culpado: lembre-se de que se priorizar não significa que você esteja sendo egoísta. Não se sinta mal quando precisar ou quiser negar um pedido. Faça escolhas assertivas sobre como usar sua energia e tempo;
  • Faça outra proposta: se você não puder ajudar ou fazer o que foi solicitado, pense se há outra maneira de ajudar, oferecendo uma solução ou caminho viável, assim poderá contribuir de outra forma, sem se comprometer;
  • Repasse a tarefa: caso você não consiga ajudar, mas conheça alguém que possa, indique o caminho, forneça um contato, enfim, ajude a pessoa a ter sua solicitação atendida por alguém que esteja disponível, uma vez que você não esteja naquele momento;
  • Peça um tempo: você não precisa aceitar na mesma hora. Se não estiver confortável com a situação, você pode pedir um tempo para pensar e assim elaborar uma lista de prós e contras, ou então pensar em uma alternativa que ajude a pessoa sem comprometer seu tempo e energia;
  • Repita: se a pessoa não entender ou insistir, repita o seu “não”. Não ceda apenas por pressão. Ceder é abrir mão da própria liberdade de escolha.

     Qualquer que seja a sua agenda e seus compromissos, eles devem primeiramente ser respeitados por você, e só depois pelas outras pessoas. Se você não consegue se priorizar, não espere que ninguém faça isso por você.

Coloque as sugestões em prática na próxima vez que for solicitado a realizar algo que você não tem conhecimento, tempo ou vontade de fazer. Logo você verá o resultado dos seus “não”s convertidos em mais tempo e energia em suas próprias atividades.

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Autocuidado: mais saúde e bem-estar em sua rotina https://tati.producaodeconteudo.com/2021/06/09/autocuidado/ https://tati.producaodeconteudo.com/2021/06/09/autocuidado/#comments Wed, 09 Jun 2021 17:17:41 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=1277 Chegar em casa, tirar os sapatos apertados e sentir a maciez do tapete em contato com seus pés; fazer um chá quentinho para acompanhar a leitura de um livro; ouvir uma playlist enquanto faz as tarefas domésticas; desligar o celular e ir para a cama mais cedo.

Existem pequenas atividades que fazemos em nossa rotina que nos dão prazer e são formas de descansar, ter lazer ou mesmo cuidar da saúde. É esse conjunto de rituais que recebem o nome de autocuidado, e é sobre isso que vou falar no post de hoje. Confira!

Mas afinal, o que é Autocuidado?

Como o próprio nome já diz, autocuidado refere-se ao ato de cuidar de si mesmo. Por isso, para desenvolver tais hábitos, é preciso estar atento às próprias demandas e necessidades. Seus rituais devem estar sempre em harmonia com seus objetivos, interesses e prazeres.

Muitas coisas podem ser consideradas como ações de autocuidado. Seu maior objetivo é cuidar da própria saúde e promover sensação de bem-estar.

É aprender a se dar um respiro. É impossível sentir-se bem o tempo todo, mas, com um pouquinho de atenção aos próprios sentimentos e às demandas do organismo, é possível encontrar e aperfeiçoar um estilo de vida que lhe gere mais prazer do que desconforto. É adotar atitudes positivas em relação à vida, priorizando a saúde física e mental.

É importante lembrar que não existe fórmula mágica, se é um processo extremamente pessoal, é necessário que cada um descubra aquilo que lhe faz bem, ou seja, encontre suas próprias formas de se cuidar. Afinal, o que é cuidado para mim, pode não ser para você.

Isso quer dizer que vai além de fazer um SPA em casa ou praticar cuidados estéticos. Pode ser algo ainda mais básico, como se alimentar bem e ter um sono regulado, ou mais abrangente, como falar ao telefone com uma pessoa querida ou maratonar uma série em seu dia de folga.

Cuidar de si, por mais irônico que pareça, é uma atividade que requer prática, isso porque mesmo morando dentro de nosso corpo, é comum sermos negligentes quanto a alguns cuidados básicos. Por isso, é preciso adotar uma atitude de abertura e estar disposto a olhar para si e fazer alguns esforços para conseguir mudar sua rotina.

Em resumo, é conseguir acrescentar práticas saudáveis à rotina que beneficiem sua mente e/ou corpo. Isso também é uma forma de aumentar o amor próprio, ou seja, conhecer e respeitar seus limites, prezando por sentir-se bem consigo mesmo e com quem se é.

Uma vida equilibrada traz benefícios para qualquer pessoa. Independente de gênero ou idade, todos devem se preocupar com a saúde. E, os cuidados tendem a melhorar até mesmo nossas relações sociais, a vida financeira e aumentar a produtividade.

Quem não deseja levar uma vida com mais harmonia?

Se quer exercer o autocuidado, esteja pronto para uma transformação de pensamento e comportamento. Mudar ou criar hábitos requer disciplina, foco e determinação. É preciso fazer um esforço consciente para colocar as novas atividades em prática, até que elas sejam incorporadas ao seu dia a dia.

Junto com a prática, cresce o sentimento de valorização pessoal, ou seja, quando você conhece e respeita seu valor, é mais natural que consiga encontrar tempo e invista recursos e energias para cuidar de seu bem mais precioso: você!

O que o Autocuidado não é?

Faço questão de destacar: autocuidado não é egoísmo!

Tão importante quanto cuidar de amigos e familiares, é saber cuidar de si. E isso não significa que você não se importe ou não se preocupe com as outras pessoas. Quer dizer apenas que entende a importância de estar bem consigo mesmo para que possa então contribuir com o bem-estar coletivo.

Seja gentil com você mesmo e torne as suas necessidades uma prioridade constante. E assim terá disposição para ajudar no cuidado das pessoas que ama.

Para isso, será necessário reservar tempo para realizar suas atividades e praticar seus rituais de cuidado, talvez você precise dizer alguns “nãos” pelo caminho e estabelecer limites entre suas necessidades e as demandas externas. Saiba que não há mal nenhum em fazer isso, o segredo está em encontrar um equilíbrio em sua vida.

Qual a importância do Autoconhecimento nesse processo?

Saber reconhecer e atender às próprias necessidades é algo que exige prática. Priorizar suas próprias vontades não é algo que acontece do dia para a noite.

Praticar o autoconhecimento é essencial para entendermos nossas atitudes e a sincronia entre as reações do organismo e tudo aquilo que acontece em nossa vida. É praticar a autopercepção, entendendo o que se sente, pensa ou gosta.

Essa é uma ferramenta muito importante para a saúde como um todo, pois nos permite conhecer nossas condições físicas e emocionais. Assim, conseguimos entender e temos motivação para atender nossas necessidades pessoais, respeitando nossos próprios limites e buscando levar uma vida mais harmônica.

Já que somos seres inteiros, corpo e mente estão conectados. Por isso não adianta dar atenção a um e negligenciar o outro, sintomas costumam ser um aviso de que algo não vai bem. É preciso dedicar atenção e cuidados para se conhecer e entender o que gera um desconforto ou irritação. Conhecer nossos incômodos é o primeiro passo em direção a uma solução, mudança ou tratamento.

Autoconhecimento é um fator de Inteligência Emocional e pode ser desenvolvido com esforço e dedicação. A autoestima também é muito bem-vinda nesse caminho de descobertas, pois permitirá que acreditemos e valorizemos nossas próprias vontades e decisões.

Somente assim, com muita atenção e praticando no dia a dia é que você descobrirá quais práticas e rituais de autocuidado melhor funcionam para você. Não copie, experimente. Se questione sobre a experiência e tente, sempre que necessário, encontrar formas de gerar bem-estar a si mesmo.

Autocuidado e Saúde Física:

Cuidar do corpo contribui com a saúde e com a longevidade. Com um corpo saudável, nos sentimos mais dispostos a enfrentar os desafios que a vida nos impõe. Somos mais enérgicos, produtivos e eficientes.

A prática de atividades físicas, fazer caminhadas e ter uma alimentação equilibrada são bons exemplos de cuidados pessoais que podem e devem ser contínuos. Você também pode testar dança ou a prática de algum esporte.

Outra prática fundamental para qualquer pessoa, é adotar uma rotina equilibrada de sono, que garante o descanso do corpo e da mente para a reposição de energia. Dormir bem tem relação direta com uma vida mais equilibrada.

Além de movimentar e relaxar seu corpo, também pode experimentar pequenas práticas como criar um ritual de skincare (cuidados com a pele), o uso de um perfume que lhe seja agradável, um banho prolongado, ou uma roupa confortável. Explore todos os sentidos sensoriais e descubra seus gostos.

A atividade física e os estímulos sensoriais contribuem muito para a redução do estresse e da ansiedade, contribuem também com uma vida com menos patologias.

Autocuidado e Saúde Emocional:

Os cuidados com a saúde não se limitam ao organismo e, por isso, dedicar atenção ao seu estado emocional é tão importante quanto cuidar do corpo.

Sem autoconhecimento não conseguimos controlar nossas emoções. É muito importante entender e se conectar com suas emoções. Apesar de não pode evitar senti-las, pode desenvolver formas de lidar com cada uma delas. Pode também rever seus hábitos e modificar comportamentos, buscando trabalhar seus pontos fracos e usando seus pontos mais fortes como elementos que te darão força nessa jornada de autodescoberta.

Práticas como meditação e psicoterapia são grandes aliadas da saúde emocional. Porém, também são consideradas cuidadosas, atividades como: ler um livro, praticar um hobbie e reservar momentos para o lazer.

Se afastar de pessoas tóxicas e estreitar relações positivas e benéficas são formas de se cuidar e se valorizar a nível emocional. Aprender a determinar limites entre o que é aceitável para você ou não o auxiliará a escolher suas companhias e a melhor forma de usar seu tempo e energia.

Cuidar de si a nível emocional garante mais tranquilidade, contribuindo com uma vida mais equilibrada, melhores relações interpessoais e menos sentimentos negativos.

Como começar?

Se você chegou aqui, deve estar se perguntando: “Certo, e por onde eu começo?”. Não se apresse, não há segredo. A escolha das atividades fica por sua conta, mas separei algumas dicas sobre como introduzir hábitos em sua rotina. Veja só! 

  1. Comece com pequenos passos: Como todo hábito, precisa ser criado e repetido. Constância é mais importante do que volume. Comece uma mudança por vez, vá abrindo espaço em sua rotina para pequenos cuidados, dedique tempo e atenção a si mesmo. É assim que você aprenderá a se respeitar e valorizar.
  2. Marque um encontro com você mesmo: A rotina de autocuidados demanda tempo, por isso, reserve espaço na agenda para apreciar sua própria companhia. Cuide-se, faça exercícios, pratique o autoconhecimento e descubra o prazer em ter um hobbie pessoal.
  3. Experimente: Não tem receita, somos pessoas diferentes, da mesma forma que nossas necessidades e desejos. Espero que esse post sirva de inspiração, mas estas são apenas algumas sugestões de como você pode começar a se cuidar. Experimente atividades, crie rituais e se permita se descobrir, é uma aventura!
  4. Aprecie: O ideal é que os hábitos não sejam vistos como obrigações em sua rotina, e sim compromissos com você mesmo. Autocuidado requer conexão! Aprecie seus momentos para realmente se explorar e aprender mais sobre você, cuide do seu corpo, que é a sua casa; e da sua mente, que é seu guia.

Espero que o post sirva mais de inspiração do que guia. Autocuidado é uma jornada de aprendizado pessoal com o objetivo de trazer mais bem-estar para a vida de cada pessoa. Cuidar de si é o primeiro passo para uma vida mais plena e para estar apto a ir além, ajudando outras pessoas a terem o mesmo olhar e carinho por si.

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Ativação Reticular https://tati.producaodeconteudo.com/2021/05/25/ativacao-reticular/ https://tati.producaodeconteudo.com/2021/05/25/ativacao-reticular/#comments Tue, 25 May 2021 14:17:31 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=1253 Talvez você já tenha ouvido falar em “Sistema Ativador Reticular”, ou S.A.R., para os íntimos. Esse sistema fica em nosso cérebro, sendo o responsável pela filtragem de toda informação que processamos. Já que não damos conta de absorver toda a informação e estímulos que estão à nossa volta, o S.A.R. funciona como um filtro, deixando entrar somente a informação que é relevante. Isso é o que nos permite focar nas coisas importantes.

Vou dar um exemplo prático: na semana anterior, em meio a uma reunião, conversei sobre Inteligência Emocional, um conceito tão em alta. No mesmo dia, reparei que tinha um livro com o mesmo título em minha estante. Claro, fora lido na época da faculdade, mas, apesar de olhar para a estante todos os dias, já havia me esquecido que ele estava ali. Logo naquele momento, reparei em sua presença. Que coincidência!

Depois disso, me deparei com o conceito de Inteligência Emocional em uma palestra sobre a importância do autoconhecimento para modificar comportamentos. Em seguida, uma ex-colega de escola postou em suas redes sociais que estava fazendo um curso online sobre o tema. Eu, graças à minha ativação reticular, fui atrás do tal curso.

A partir do momento que esse virou um tema para mim, ele passou a aparecer como mágica em minha tela e caixas de entrada. O termo “Propósito” foi outro que não tardou em transbordar por aí, chamando a minha atenção.

Tudo isso vem de encontro com meu atual momento emocional, estou extremamente tocada pelo tema do autoconhecimento. Venho a cada dia me convencendo de que talvez esse seja o caminho para me reencontrar.

Depois de tanto tempo trabalhando, me vi com medo de mudar, de explorar uma nova área e encerrar um caminho que venho percorrendo até então. E, principalmente, medo de colocar energia e expectativas em algo que talvez não dê resultados.

A verdade é que não sei o que quero, mas, pela primeira vez em muito tempo, me permiti explorar. Estou conhecendo uma nova área, entrando em contato, graças aos muitos e-books gratuitos sobre o tema e todo o conteúdo disponível na internet. Ainda tímida e muito receosa, comecei a estudar e pesquisar sobre novos assuntos. Mas, mais importante do que ser autodidata, é ter coragem de arriscar, não me contentar apenas em ser aluna, consumindo conteúdo de forma passiva, como um espectador assistindo a um jogo. Preciso conseguir entrar no meio do campo, para descobrir se há lugar para mim. É preciso enfrentar a folha em branco e começar a rascunhar. Afinal, sempre pode-se editar um rascunho, lapidar, aperfeiçoar. Enquanto o vazio continuará sendo o mesmo no fim do dia: nada.

Estou tentando me manter focada nisso, organizei um cronograma de estudos, pretendo praticar e acredito que só assim, entrando em contato com a área, é que posso desmistificar o processo de transição de carreira.

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