Escrita – Tatiane Lucheis https://tati.producaodeconteudo.com Mon, 25 Nov 2024 12:05:00 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Literatura e diversidade cultural https://tati.producaodeconteudo.com/2024/11/25/literatura-diversidade-cultural/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/11/25/literatura-diversidade-cultural/#comments Mon, 25 Nov 2024 12:05:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=5986 Sem dúvidas, a literatura tem o poder de transformar nossas vidas. Muito além de contar histórias, é uma forma de expressão e tem papel fundamental na construção da nossa identidade cultural.

Por meio de narrativas, os escritores são capazes de transmitir valores, crenças, tradições e experiências que refletem a identidade de uma comunidade. 

Todo livro é influenciado pelo contexto no qual foi escrito, assim como também pode influenciar toda uma sociedade.

Literatura e identidade cultural

Através da literatura, nós leitores podemos conhecer realidades diferentes da nossa. Essa pluralidade de perspectivas e experiências nos apresenta a diferenças culturais que raramente teríamos acesso de outra forma – a não ser pelos filmes, é claro. 

Isso mostra como a escrita tem o papel de preservar a história e transmitir o patrimônio cultural de um povo. No livro O mundo da escrita, o autor Martin Puchner, nos leva numa viagem histórica sobre como a escrita evoluiu e ampliou o alcance e a influência da literatura. 

Para os escritores, isso se torna uma grande responsabilidade: a criação literária é um espaço de voz e pertencimento, que explora as nuances de uma cultura, indo desde suas belezas até seus valores e conflitos mais enraizados. 

Ao incorporar elementos locais, por meio da linguagem, das paisagens e dos personagens, o autor registra uma identidade cultural, permitindo que as próximas gerações conheçam um recorte de seu tempo. 

Literatura e empatia

A literatura nos permite conhecer e apreciar as nuances e complexidades de uma determinada sociedade, como seus valores e tradições. Isso nos ajuda tanto a nos conectar com a nossa própria cultura, quanto a entender a diversidade cultural que existe no mundo. 

Assim, a literatura nos permite refletir e questionar, incentivando a ir além de nossas próprias referências e perspectivas culturais.

Estudos comprovam que ler ficção pode aumentar nossa capacidade de sentir empatia por outras pessoas. Já que, por meio da leitura, ampliamos nossas experiências sociais e podemos ter uma nova compreensão sobre as relações à nossa volta.

Ao mergulhar numa história, experimentamos realidades diferentes da nossa e nos identificamos com os sentimentos e conflitos vividos pelos personagens. Entendendo suas motivações e emoções, podemos transferir esse conhecimento e sensibilidade para nossas vidas. 

Cada vez que lemos algo que está fora da nossa vivência, temos a oportunidade de aprender algo novo e expandir horizontes a partir de visões de mundo diferentes da nossa.

Literatura e diversidade

É por isso que a representatividade na literatura é tão importante! A diversidade tem o poder de aumentar as possibilidades em cena. 

A verdade é que vivemos com padrões estabelecidos, mas muitas pessoas não conseguem se reconhecer nessas figuras. Identificar-se com outras pessoas contribui com a construção da identidade e da autoestima. 

É fundamental que, ao longo da vida, uma pessoa possa perceber que seus pares têm oportunidades e possibilidades diversas. Nesse sentido, a representatividade contribui também com informação ao público, diminuindo pensamentos e atitudes preconceituosas. 

Autores que escrevem sobre suas próprias experiências culturais e pontos de vista trazem autenticidade e profundidade para a literatura, permitindo que alguns leitores se sintam representados, ao mesmo tempo que os demais têm a oportunidade de conhecer uma realidade diferente da sua. 

Eu escrevi um artigo sobre esse tema na Edição Toda forma de Amor da Revista Literária Maçã do Amor e você pode ler na íntegra clicando aqui

Conectando leitores e escritores

Cada história se torna uma janela para o mundo. Além de ser um retrato cultural, a literatura é também uma ponte entre gerações e culturas. 

Para mim, um dos maiores prazeres da leitura é perceber que, apesar das diferenças, há uma essência humana que nos conecta. É por isso que tantos temas se repetem na literatura. 

A mesma literatura que explora questões culturais e nos convida a um mergulho em novos mundos é a que nos faz refletir sobre nossa própria identidade. Para quem escreve, explorar a própria cultura é um convite a se reconectar com suas origens e buscar inspiração. 

Com um livro em mãos, podemos viajar sem sair do lugar e explorar diferentes perspectivas, expandindo nossos horizontes e contribuindo – e muito – para nosso autoconhecimento e amadurecimento.

No último artigo aqui no blog, falei sobre a técnica da leitura atenta, desenvolvida por Francine Prose. Essa técnica propõe aos escritores lerem de forma concentrada, prestando atenção na importância de cada palavra da narrativa para que possam aprimorar suas habilidades de escrita a partir de obras e autores que admiram. 

Acredito que o mesmo exercício pode ser realizado para quem deseja expandir seu repertório cultural. Ler atentamente nos permite conhecer as nuances de cada época e cultura.

É só pegar um livro da Jane Austen para entender o que estou falando: em algumas centenas de páginas você está imerso na sociedade e nas mil e uma regras que ditavam os casamentos, rs.

Por hoje é só! Se você ainda não me conhece, eu sou a Tati. Aqui no blog, compartilho dicas de escrita e leitura. Obrigada por me acompanhar nessa leitura e até a próxima! 😉

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Ler como um escritor https://tati.producaodeconteudo.com/2024/10/28/ler-como-um-escritor/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/10/28/ler-como-um-escritor/#comments Mon, 28 Oct 2024 13:16:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=5873 Meu primeiro contato com o livro Para ler como um escritor, de Francine Prose, foi em 2017, pouco depois de começar a me aventurar pelo mundo da escrita. Ganhei de presente de natal do meu irmão. Li e gostei muito – não é à toa que sempre indico ele aqui nos artigos do blog! 

Agora, decidi revisitá-lo, com muito mais bagagem e palavras escritas. 

Francine Prose é autora de obras de ficção e professora de literatura e criação literária. Neste livro, ela oferece uma visão única sobre a leitura. Sua técnica, a leitura atenta, propõe que escritores leiam numa abordagem atenta e analítica, estudando cuidadosamente cada frase, palavra e estrutura textual, para entender como outros autores constroem suas obras. 

O que é a leitura atenta

A leitura atenta, ou close reading, é uma técnica que propõe que o leitor leia cuidadosamente linha por linha, saboreando cada palavra do texto e analisando seu impacto no conjunto da obra. 

Segundo Prose, nós aprendemos através de exemplos: não para imitá-los, mas para refletir intensamente sobre eles. 

Por isso, revisitar seus autores favoritos e grandes nomes da literatura é uma forma de aprender com os mestres. 

Ela deixa claro que não existem regras imutáveis na literatura: cada escritor constitui seu próprio estilo literário. E o leitor atento desenvolve a habilidade de reconhecer as marcas individuais que dão vida a cada texto literário.

Quando fiz o curso de Escrita Criativa da PUCRS, me deparei com uma fala do professor Luís Roberto Amabile que transformou a forma como vejo a escrita criativa: 

 “Como ensinar o que não pode ser ensinado, mas pode ser aprendido?” – Luís Roberto Amabile

Aos poucos, entendi que, apesar de não ser possível ensinar alguém a escrever ficção, podemos aprender a editar nossos textos. Prose confirma minhas inquietações ao afirmar que “a capacidade de olhar uma frase e identificar o que é supérfluo, o que pode ser alterado, revisto, expandido ou  cortado é essencial para qualquer escritor”.

Aliás, se pararmos para pensar, todos os elementos de uma história dependem da habilidade do escritor de escolher uma palavra em vez de outra. 

Segundo a autora, aprendemos a escrever lendo, tomando os livros como exemplo. Por isso que a leitura atenta é uma experiência tão enriquecedora para nós, escritores. 

Ela nos ensina, com uma riqueza enorme de exemplos, a ler minuciosamente – palavra por palavra, frase por frase – ponderando cada aparentemente mínima decisão tomada pelo autor. 

Em geral, aprendemos a escrever com a prática, com muitas tentativas e erros. Mas também é possível aprender com os livros e autores que mais admiramos. 

“À medida que escrevia, descobri que escrever, como ler, fazia-se uma palavra por vez, um sinal de pontuação por vez.” –  Francine Prose

Colocando a leitura atenta em prática

No livro, Prose explora temas como: a importância da escolha de palavras, do ritmo, da construção de personagens, dos diálogos e das descrições. 

Ela nos incentiva a conhecer textos clássicos e contemporâneos, aprendendo a identificar técnicas que funcionam e as razões por trás das escolhas criativas dos autores. 

Concordo que, depois de algumas dezenas de páginas, seus exemplos podem ficar cansativos, especialmente se você não conhecer muito das obras citadas pela autora. Mas praticar com livros que sejam do seu interesse é a melhor forma de ver na prática como a leitura atenta pode enriquecer os detalhes da sua própria escrita criativa

Segundo a autora, a composição de uma frase é o resultado de inúmeras pequenas decisões. A mágica é que cada escritor poderia escolher um conjunto diferente de palavras para expressar a mesma ideia ou contar a mesma história, tornando-a única.

Por isso a leitura atenta é uma excelente forma de estudar e aprimorar estilos literários! 

Depois de estudar as frases, ela passa aos parágrafos e ressalta que cada um deles funciona como uma espécie de ênfase: o que aparece no início e no final de um parágrafo tem mais peso do que o que aparece no meio dele. 

É como se cada mudança de parágrafo representasse também uma ligeira mudança de ponto de vista ou perspectiva. Por isso, a decisão sobre a quebra de parágrafos é única para cada escritor (alô, Saramago!). 

Quanto à narrativa, existe muito espaço e possibilidades na escolha de como narrar suas histórias. Decidir sobre a identidade e personalidade do narrador é um passo importante, assim como decidir a linguagem que ele usará para envolver o leitor na trama. 

Também existem infinitas possibilidades para apresentar os personagens. O escritor pode fazê-lo através de descrições, por meio de suas ações na trama e até mesmo por suas falas, em diálogos envolventes. 

Além de tudo o que é explicitamente dito, o diálogo também pode conter um subtexto, que revela um amplo espectro de emoções que os personagens sentem. Assim, o leitor capta elementos que, apesar de não serem expressos diretamente, fazem parte da história. O subtexto revela camadas mais profundas de significado em uma obra neste artigo te conto tudo sobre o subtexto. 

Os detalhes não são apenas os tijolos que constroem uma história, são também as pistas para algo mais profundo. É por meio deles que a história acontece e cativa a atenção e as emoções do leitor. 

Já parou para pensar que existem autores tão habilidosos que nós nos lembramos vividamente de um detalhe da obra, mesmo quando já não lembramos mais do restante da história? 

É verdade que ler desta maneira exige muito mais energia e concentração, mas é muito recompensador para quem deseja aprimorar sua técnica e escrever com mais clareza, emoção e profundidade. 

A leitura analítica é uma ferramenta poderosa. Podemos aprender com outros autores como criar diálogos vivos, personagens memoráveis e enredos envolventes. 

Conclusão

Eu resumiria a obra de Francine Prose como um lembrete de que os grandes autores sempre foram, antes de tudo, grandes leitores. 

Como aprendizes, podemos transformar a leitura em uma oficina prática, onde cada página é um aprendizado sobre como escrever nossas próprias histórias. Ou, nas palavras da autora: 

“Aperfeiçoar-se como escritor é sobretudo aperfeiçoar-se como leitor”. –  Francine Prose

Então, se você deseja desenvolver sua escrita criativa, leia. Leia muito. Mas faça o exercício de desacelerar e ler devagar, observando os detalhes e saboreando a escolha de palavras. 

Quanto mais você ler, mais poderá evoluir no desenvolvimento de sua própria técnica. 

Por hoje é só! Se você ainda não me conhece, eu sou a Tati. Aqui no blog, compartilho dicas de escrita e leitura. Me conta aqui nos comentários qual será o próximo livro que você lerá usando a técnica da leitura atenta. 

Eu já escolhi o meu! 💜

Olha aí a dedicatória no livro que ganhei do meu irmão 🙂 <3
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O que é escrita criativa e como se aprimorar https://tati.producaodeconteudo.com/2024/08/27/escrita-criativa/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/08/27/escrita-criativa/#comments Tue, 27 Aug 2024 13:00:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=5653 É por meio da escrita criativa que exploramos o potencial da linguagem, criando mundos imaginários, com personagens complexos e tramas envolventes. Neste artigo, você confere o que é a escrita criativa e como aprimorar essa técnica, desenvolvendo um estilo próprio. Acompanhe!

O que é a escrita criativa

A escrita criativa é uma arte que utiliza as palavras para expressar ideias e contar histórias de maneira cativante. 

Diferente de uma escrita técnica, que preza pela clareza e precisão, na escrita criativa, valorizamos a capacidade criativa do autor de usar as palavras para provocar emoções e gerar identificação com seus personagens e histórias

A escrita criativa é uma prática que busca despertar a imaginação e a criatividade. Combinando técnica e sensibilidade, o autor constrói mundos fictícios e aborda temas universais, capazes de envolver e emocionar seus leitores. 

Ao explorar essa forma de escrita, voltamos nosso olhar para a linguagem como uma ferramenta de criação. Seu resultado final são romances, contos, ensaios, poemas e crônicas.

6 dicas para aprimorar sua escrita criativa

Da mesma forma como acontece com os músculos do nosso corpo, a escrita se fortalece conforme a exercitamos. Aprimorar a escrita criativa é um processo contínuo que exige prática, leitura e reflexão. 

Abaixo, você confere algumas dicas para desenvolver suas habilidades de escrita criativa:

  1. Leia muito 

Eu costumo dizer que todo escritor deve ser antes um grande leitor. E o motivo é muito simples: ler nos dá repertório para a escrita e alimenta a criatividade. 

Se desafie a experimentar leituras fora da sua zona de conforto e explore diferentes gêneros literários – desde os clássicos atemporais até obras contemporâneas, nacionais e internacionais. 

Isso te ajudará a desenvolver vocabulário, além de gerar insights com diferentes exemplos de estilos de escrita. Explore essas possibilidades e aprenda a ler como um escritor, prestando atenção nos mínimos detalhes.  

Inclusive, a autora Francine Prose tem um livro maravilhoso que aborda justamente essa ideia! Em Para ler como um escritor, ela nos mostra como podemos aprender com os escritores que admiramos. Ao ler uma obra observando a estrutura da história, a construção dos personagens e a descrição dos cenários, nós conseguimos aprimorar a riqueza de detalhes de nossas próprias histórias.

2. Escreva todos os dias

Destravar a escrita é um desafio que vencemos diariamente. Não tem jeito, a prática constante é essencial para aprimorar suas habilidades de escrita. 

Minha sugestão é que você estabeleça uma rotina de escrita e se comprometa a escrever todos os dias, nem que seja apenas por alguns minutos ou algumas poucas páginas. 

A prática te ajudará a se familiarizar com o processo de contar histórias, explorar características de personagens, criar diálogos interessantes e detalhar cenários. 

Neste artigo, te mostro como o exercício das páginas diárias pode te ajudar a criar uma rotina que entrelace escrita e criatividade como parte dos seus dias. 

Outra sugestão é utilizar prompts de escrita para estimular a criatividade e dar um start em suas histórias. No blog da Revista Maçã do Amor você confere quinze exemplos práticos de prompts de escrita – clique aqui para ler e se inspirar.

3. Revise e edite seus textos

A revisão é parte fundamental do processo de escrita, porém existe um truque para ter sucesso na revisão: deixe seu texto dormir primeiro! 

 Deixar o texto dormir significa dar um tempo entre a redação e a revisão, pois isso melhora a qualidade da sua revisão. 

Se afastar do texto produzido e retornar a ele em outro momento te permite voltar com um olhar mais fresco e prestar atenção em detalhes para lapidar sua produção. 

Além disso, se você revisar o texto imediatamente após a redação, corre o risco de fazer apenas uma leitura dinâmica e deixar que alguns erros gramaticais escapem. 

Depois de deixar o texto e sua mente descansarem, volte a ele para fazer uma revisão e aproveite para editá-lo, complementando com novas ideias e aspectos que surgiram a partir da revisão.

4. Busque feedbacks

Peça para outras pessoas lerem seus textos e oferecerem suas impressões. Isso te ajudará a melhorar a qualidade da escrita, além de contribuir para o seu amadurecimento enquanto escritor.

Experimente ter um beta reader para apontar o que gostou ou não na história e como se sentiu ao longo da leitura. O papel deste leitor é justamente oferecer um feedback detalhado e construtivo sobre a narrativa para que você possa aprofundar as cenas, corrigir erros de continuidade ou até mudar o rumo da trama, se necessário. 

Neste artigo, te conto tim-tim por tim-tim qual é o papel do beta reader e os benefícios de contar com essa leitura.

5. Participe de oficinas e grupos de escrita

Grupos de escrita podem ajudar no desenvolvimento das habilidades de escrita, especialmente para autores que estão iniciando sua jornada no mundo literário.

Uma oficina é o local ideal para expor suas ideias, buscar feedbacks e trocar experiências com outros autores. 

Recentemente, fiz um curso de Escrita Criativa oferecido pela PUCRS e uma fala do professor Luís Roberto Amabile me marcou muito: 

Escrita criativa: como ensinar o que não pode ser ensinado, mas pode ser aprendido? 

Segundo ele, uma oficina literária é um espaço de experimentação e aprimoramento textual. É a oportunidade perfeita para explorar a linguagem de maneira criativa, com o apoio de leitores qualificados e interessados na literatura. 

Apesar do questionamento sobre o ensinamento da escrita criativa, o fato é que técnicas e aspectos formais da escrita podem sim ser transmitidos, oferecendo um repertório de ferramentas para que cada escritor desenvolva seu estilo próprio de escrita. 

A escrita pode ser aprendida e desenvolvida por meio da leitura, estímulos, prática e compartilhamento de textos com outras pessoas. 


Escrevi um artigo para o blog da Revista Maçã do Amor com três dicas para aproveitar sua experiência em uma oficina ou grupo de escrita – clique aqui para conferir.

6. Se permita explorar a criatividade 

Na maior parte do tempo, a inspiração surge a partir das experiências do dia a dia. Pode ser uma conversa que você escutou no ônibus, uma paisagem bonita a caminho do trabalho ou uma pessoa divertida com quem você conversou na rua.  

Por isso, saía para caminhar, visite museus da sua cidade, experimente novas cafeterias e explore sua rotina com o olhar atento de um escritor. 

Não tenha medo de experimentar e ser criativo 💜

Por hoje é só! Se você ainda não me conhece, eu sou a Tati. Aqui no blog, compartilho dicas de escrita e leitura. Compartilhe este texto com seus colegas escritores para que elas alcancem cada vez mais pessoas.

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Organização e criatividade: o papel da organização no processo criativo https://tati.producaodeconteudo.com/2024/07/29/organizacao-e-criatividade/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/07/29/organizacao-e-criatividade/#respond Mon, 29 Jul 2024 13:56:05 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=5589 A criatividade geralmente está associada a ideias brilhantes e disruptivas que surgem do nada. Temos aquela imagem do gênio trabalhando em uma mesa desorganizada, criando as mais diversas soluções com sua mente inventiva.

No entanto, a organização tem um importante papel no processo criativo e, sem ela, é fácil se perder no meio de muitas ideias sem conseguir concretizar nenhuma.

Neste artigo, te mostro como usar a organização como aliada do seu processo criativo. Acompanhe!

O que é criatividade

Criatividade é a capacidade de gerar novas ideias, que vão além do convencional. É um processo mental que envolve imaginar, fantasiar, inventar e conectar ideias ou conceitos em busca de uma nova forma de resolver problemas ou de lidar com uma situação.

A criatividade se manifesta em diferentes áreas de nossa vida, desde uma solução inovadora para o trabalho, uma nova forma de realizar as tarefas domésticas até a criação de uma história fictícia, por exemplo.

Muitas pessoas acham que a criatividade é uma característica inata, como se nascêssemos ou não com ela – mas isso não é verdade! É possível cultivar e aprimorar as habilidades criativas, através de experimentação e em um ambiente que estimule a curiosidade e permita a exploração.

A organização como ferramenta para a criatividade

Além disso, é importante destacar que criatividade não é sinônimo de desordem. Acreditar que a criatividade só possa surgir em meio ao caos é um equívoco. A desorganização pode, na verdade, ser um obstáculo para o processo criativo, uma vez que dificulta a concentração e a capacidade de analisar criticamente as ideias.

Quando o ambiente está desorganizado, a mente tende a se perder em meio à bagunça, desperdiçando energia e tempo na busca por informações ou ferramentas. Além disso, a bagunça pode gerar mais estresse e ansiedade, inibindo a criatividade.

A organização contribui com a sensação de bem-estar, ajuda na produtividade e gerenciamento de tempo e oferece uma base sólida para o desenvolvimento de ideias inovadoras.

Como a organização contribui com o processo criativo

A organização contribui com o processo criativo de diversas maneiras, como:

  1. Organização do espaço de trabalho

Ter um espaço reservado para o trabalho contribui com a produtividade e reduz a troca de contexto. Porém, um espaço desorganizado pode ser uma fonte de distração e estresse.

Trabalhar em um ambiente limpo, organizado e com boa iluminação estimula a concentração e a fluidez do pensamento, propiciando um terreno fértil para a criatividade.

Na última edição da minha Newsletter no LinkedIn, compartilhei 8 dicas para manter o foco na escrita mesmo trabalhando em casa, que ilustra bem como a organização contribui com o processo criativo – clique aqui para ler a seguir.

  1. Gerenciamento de tempo

A gestão de tempo utiliza um planejamento para controlar suas atividades ao longo de um período, com o objetivo de otimizar suas tarefas e rotinas.

Estabelecer prazos e cronogramas realistas ajuda a manter o foco e a evitar a procrastinação. Com isso, você ganha mais agilidade e tem uma rotina de trabalho mais produtiva.

  1. Organização das ideias

Para não se perder em meio à empolgação de uma ideia nova, é importante anotá-la e sistematizá-la de forma a explorar seus pontos e analisar se é, de fato, uma solução viável e satisfatória.

Ferramentas como mapas mentais, listas e softwares de gerenciamento de projetos auxiliam na organização das ideias, permitindo que sejam visualizadas, categorizadas e conectadas entre si.

Aqui também destaco a importância de adotar um sistema de organização para chamar de seu. Eu sou fã de carteirinha do Método GTD e já escrevi sobre ele aqui no blog.

O Método GTD ajuda a criar um equilíbrio entre a produtividade e a habilidade de relaxar, dois fatores indispensáveis para conseguir ser criativo e explorar suas ideias. Segundo David Allen, criador do Método, é somente depois de tirar as ideias da cabeça e organizá-las em sistemas estruturados que conseguimos manter um alto desempenho e liberar nosso potencial criativo.

Conheça mais sobre o Método GTD clicando aqui.

  1. Foco e disciplina

É muito fácil se distrair em um ambiente repleto de estímulos. Conseguir organizar suas prioridades é essencial para manter o foco nas ideias mais promissoras e usar seu tempo, energia e recursos de forma eficiente.

A verdade é que a organização nos ajuda a ter disciplina em diversas áreas da vida, indo muito além do trabalho. E tudo isso contribui para o bem-estar físico e mental, de forma essencial para que a criatividade possa fluir livremente.

4 ferramentas de organização para alavancar seu processo criativo

Existem diversas ferramentas e técnicas que podem ser utilizadas para otimizar seu processo criativo. A seguir, compartilho as que mais utilizo no meu dia a dia:

  1. Diários e anotações

Se você deseja estimular sua criatividade, recomendo fortemente que adote o hábito de anotar suas ideias. Em primeiro lugar porque quando não anotamos, tendemos a esquecer mais rapidamente e, em segundo, porque a gente nunca sabe quando uma ideia poderá ser utilizada.

As melhores ideias podem surgir nos momentos mais inusitados e você nem sempre tem tempo de explorá-las quando ocorrem. Por isso, uma anotação rápida em um caderno ou no bloco de notas do celular te ajudará a criar um arquivo.

Aliás, manter um diário de ideias pode ser uma excelente forma de organizar pensamentos criativos.

  1. Listas de tarefas

Utilizar listas pode ajudar a planejar etapas do processo criativo e acompanhar o progresso para fazer os ajustes necessários.

  1. Calendário

Para não se perder, utilize um calendário para organizar seus projetos criativos. Estabeleça metas e prazos realistas para tirar suas ideias do papel e vê-las ganhando vida.

  1. Ferramenta de gestão de projetos

Algumas ideias podem tomar grandes proporções, a ponto de ficar inviável mantê-las apenas na sua cabeça. Existem diversos softwares e apps que permitem a organização de ideias e gestão de projetos.

Por aqui, uso o Trello e o Notion para organizar toda minha produção de conteúdo.

 Organização e criatividade andam juntas

A organização não significa que seu processo será rígido ou limitante para a criatividade. Muito pelo contrário, ela deve ser flexível e adaptável às necessidades do processo criativo, permitindo que sua mente explore livremente as ideias e faça conexões inesperadas entre temas.

A organização é uma habilidade poderosa para o desenvolvimento da criatividade, uma vez que ela oferece o foco e a estrutura necessários para que suas ideias mais inovadoras sejam desenvolvidas e concretizadas.

Por hoje é só! Se você ainda não me conhece, eu sou a Tati. Aqui no blog, compartilho dicas de escrita e leitura. Me conta aqui nos comentários como você percebe que a organização te ajuda no dia a dia.

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Beta reader: o que é e qual a importância deste leitor para sua história https://tati.producaodeconteudo.com/2024/06/24/beta-reader/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/06/24/beta-reader/#comments Mon, 24 Jun 2024 12:30:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=5475 O processo de criação de uma obra literária pode ser bastante solitário. Mas é preciso ter em mente que, quando escrevemos uma narrativa, escrevemos para alguém – ou seja, para um leitor.

Quando a primeira versão de sua história fica pronta, ter um beta reader pode te ajudar a lapidar o manuscrito e aprimorar a qualidade literária do texto. 

Neste artigo, você vai descobrir o que é um beta reader e qual sua importância para as obras literárias. 

O que é um beta reader

Um beta reader, também conhecido como leitor beta, é uma pessoa que lê sua obra antes da publicação. O objetivo desta leitura é oferecer um feedback detalhado e construtivo sobre a narrativa. 

Apesar de não ser o foco da leitura, o leitor beta pode te ajudar com uma correção ortográfica do texto. Porém, diferente de um editor ou revisor profissional, um beta reader é um leitor comum, que pode ou não ter experiência em crítica literária, desde que seja capaz de uma perspectiva sobre como o público-alvo pode reagir à obra. 

Sua leitura conta com um olhar crítico e aguçado para identificar inconsistências, problemas na narrativa ou nos diálogos, incoerências nos personagens ou no contexto das cenas, oferecendo sugestões valiosas para aprimorar a história. 

O papel do beta reader é apontar o que gostou ou não na história, como se sentiu, o que o emocionou, surpreendeu ou incomodou ao longo da narrativa. 

Ter um leitor beta é uma forma de testar sua história com um público real, antes de publicá-la. Com isso, você tem a oportunidade de fazer algumas mudanças e tornar sua narrativa mais autêntica e envolvente para os futuros leitores.

Quais os benefícios de ter um beta reader 

Para muitos escritores, pode ser difícil considerar sua história como concluída e soltá-la no mundo. Por isso, contar com um primeiro leitor ou leitora pode ajudar muito no processo até a publicação final. 

Os maiores benefícios de contar com um beta reader são: 

  1. Feedback sincero

Ficamos tão imersos na narrativa ao escrevê-la que podemos deixar algumas pontas soltas na história. O feedback fornecido por um beta reader é essencial para identificar problemas que muitas vezes não conseguimos enxergar em nosso próprio trabalho. 

De erros gramaticais a problemas no ritmo da história, buracos na narrativa e até percepções emocionais, o beta reader pode apontar uma série de itens a serem melhor desenvolvidos no texto. 

  1. Perspectiva de leitor 

O beta reader escolhido deve ser um representante do seu público-alvo, ou seja, alguém que se interesse pelo gênero literário de sua obra. 

Assim, essa pessoa será capaz de oferecer uma visão sensata e realista sobre como os leitores irão receber a obra. Isso te ajudará a entender se a narrativa está compreensível, se os personagens são cativantes e se o enredo é envolvente. 

  1. Identificação de problemas

O leitor beta é a melhor pessoa para identificar problemas que podem ter passado batido ao longo da escrita. Seu olhar é fresco e sincero para apontar falhas da narrativa. 

Este é o momento de verificar se a narrativa é verossímil, se todos os personagens receberam um final apropriado, se as cenas estão bem amarradas e se a obra tem coerência lógica. 

Identificar os pontos fortes e fracos da narrativa ajuda a lapidar a história, chegando em uma versão final ainda melhor. 

  1. Desenvolvimento de personagens e enredo

Pode ser difícil lidar com um feedback sobre sua obra, mas é importante conseguir enxergar essa leitura como uma grande oportunidade de melhoria no texto. 

Beta readers costumam oferecer insights valiosos sobre os personagens e o enredo. Eles podem apontar quando o enredo não prende a atenção ou quando um personagem não é convincente. 

E para conferir algumas dicas sobre como trabalhar seu enredo e personagens, recomendo a leitura deste artigo aqui do blog.

  1. Melhoria da experiência de leitura

O beta reader faz uma leitura detalhada da obra, ciente de que seu papel é oferecer uma visão honesta sobre o texto para auxiliar o autor no aprimoramento do texto. 

Suas sugestões podem ajudar a tornar a obra mais envolvente, interessante e prazerosa de ler. Isso com certeza aumentará a satisfação do público ao entrar em contato com a obra. 

Como escolher um beta reader

É claro que você precisa se sentir seguro para compartilhar sua história com alguém pela primeira vez, mas nem sempre uma pessoa da sua família, seu companheiro ou melhores amigos serão as pessoas mais indicadas para oferecer esse feedback. 

Por isso, para escolher o beta reader ideal e aproveitar o processo da melhor forma possível, é importante considerar: 

  1. Conhecimento sobre o gênero literário

Escolha um leitor com perfil compatível com o gênero da sua obra e que possua o hábito da leitura. Isso garante que você contará com alguém com bom repertório literário para oferecer uma opinião embasada e precisa sobre a obra. 

  1. Objetividade

A ideia é que o leitor beta ofereça uma opinião clara e honesta sobre o texto. São essas críticas construtivas sobre a narrativa que ajudarão a enriquecer a trama. 

Por isso, o feedback não pode ser apenas algo como “gostei”, “boa história” ou “falta algo”. Essa pessoa precisa ser capaz de explicar cada ponto e, de preferência, apontar de forma específica as falhas que encontrou na narrativa. 

  1. Instruções claras

Para que o trabalho funcione de forma harmônica, você, enquanto autor, deve ser capaz de oferecer instruções claras sobre a leitura. Explique o que você espera do feedback, quais pontos da obra gostaria que ele prestasse mais atenção e qual o formato ideal para a devolutiva.

Também vale combinar um prazo para a leitura e uma data para o feedback 😉

  1. Estar aberto a críticas

De nada adianta receber uma análise extremamente detalhada sobre sua obra se você não estiver disponível a ouvi-la. 

O objetivo da leitura beta é ajudar a melhorar sua obra, portanto, esteja aberto a receber críticas construtivas e use-as para aprimorar o texto.

Conclusão

Meu conselho é que você tenha um beta reader para chamar de seu! 

O beta reader será seu aliado na jornada literária e tornará o caminho da escrita muito menos solitário.

Tenha em mente que o feedback do leitor beta é apenas uma sugestão, não uma ordem. Você não precisa concordar com absolutamente tudo o que ele disser e nem mudar o rumo de sua história por causa dele – mas você precisa estar disponível para ouvir e considerar suas críticas e elogios.

Além de melhorar a obra, esse feedback construtivo aumenta as chances de que a história conquiste o público quando for publicada. 

Afinal, sua opinião é uma amostra de seus leitores, e justamente por isso que é tão importante!


Por hoje é só! Se você ainda não me conhece, eu sou a Tati. Aqui no blog, compartilho dicas de escrita e leitura. Compartilhe este texto com a pessoa que será o beta reader da sua próxima história 💜.

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Revisão: a importância de deixar seu texto dormir https://tati.producaodeconteudo.com/2024/04/29/revisao-deixe-seu-texto-dormir/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/04/29/revisao-deixe-seu-texto-dormir/#comments Mon, 29 Apr 2024 12:35:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=5277 A escrita é um processo que envolve criatividade, clareza e precisão. No entanto, muitas vezes, ficamos tão imersos na narrativa e no tema que perdemos a habilidade de avaliar o texto de forma crítica. 

No artigo de hoje, quero te ensinar uma técnica que irá transformar a forma como você lida com seu processo de escrita. Vamos nessa? 

O processo de escrita

A escrita é apenas a primeira etapa da produção de um texto. Isso porque todo texto passa por uma série de modificações até chegar em sua versão final e estar pronto para ser publicado. A revisão é, sem dúvidas, um passo indispensável neste processo. 

Até que uma obra seja considerada pronta, muito trabalho é realizado em cima do texto original, lapidando-o até alcançar sua melhor versão. 

Quando terminamos um texto, temos duas alternativas: ou achamos que ele está incrível e já queremos publicar; ou então não gostamos do resultado e sentimos vontade de apagar tudo e recomeçar. 

  Não faça nem uma coisa nem outra!

Guarde o texto na gaveta e deixe-o dormir antes de reler e revisá-lo. 

Deixar o texto dormir significa dar um tempo entre a redação e a revisão, pois isso melhora a qualidade da sua revisão. Você pode tirar um período de alguns dias ou semanas antes de voltar ao texto, mas, se não for possível, tire pelo menos algumas horinhas.

A importância da revisão

Depois de escrever um texto, você deve revisá-lo. A revisão se divide em suas etapas:

  1. Edição

Editar um texto significa reler e fazer alterações com o objetivo de aprimorar a qualidade geral da escrita, especialmente em relação à coesão, coerência e o uso da linguagem e expressões. 

Mais do que uma leitura crítica, a edição envolve a melhoria do fluxo de ideias e da narrativa como um todo. Ao reler um texto, você pode perceber a falta de coerência lógica entre alguns pontos, identificar falhas ou buracos na narrativa e tomar melhores decisões sobre o rumo da história.

É o momento de pegar seu martelinho e lapidar o texto. 

É claro que, ao longo desse processo, já é possível fazer pequenas revisões, eliminando erros ortográficos, gramaticais e errinhos de digitação. Mas o papel fundamental da edição é melhorar e dar uma forma mais coesa ao texto.

Nessa etapa, seções inteiras podem ser acrescentadas, alteradas ou excluídas, com o objetivo de proporcionar uma experiência melhor para o leitor. 

  1. Revisão

Em seguida, é feita uma revisão final no texto. Esta deve ser a última tarefa porque não adianta revisar um texto que ainda pode sofrer alterações. 

A revisão garante que a versão final não tenha nenhum erro. São analisadas questões de ortografia, pontuação, sintaxe e vocabulário – fazendo as devidas correções de acordo com a norma culta da língua.

Deixe seu texto dormir 

Mas por que esse processo não deve ser feito logo após a escrita? 

A resposta é bem simples:por estar cansado, algumas coisas podem escapar ao seu olhar. Além disso, no momento da escrita, ficamos tão imersos no tema que não conseguimos nos afastar da narrativa o bastante para fazer uma leitura crítica do texto. 

Se afastar do texto produzido e retornar a ele em outro momento te permite prestar atenção em detalhes e lapidar sua produção. 

Os benefícios desta prática são: 

  1. Perspectiva fresca

Ao deixar o texto de lado por um tempo e depois voltar a ele, ganhamos uma perspectiva fresca sobre o conteúdo. Este distanciamento nos permite ler de maneira mais objetiva, identificando problemas e pontos de melhoria que poderiam passar despercebidos inicialmente.

  1. Mais clareza e coerência

A clareza e a coerência são fundamentais para a compreensão do leitor. Permitir que o texto descanse antes da revisão nos ajuda a detectar passagens confusas ou mal formuladas. 

Ao entrar novamente em contato com o texto, é possível reorganizar as ideias, aprimorar a fluidez da redação e garantir que o texto transmita a mensagem desejada de forma clara.

  1. Identificação de erros

Se você revisar o texto imediatamente após a redação, corre o risco de fazer apenas uma leitura dinâmica, afinal, sabe exatamente o que acabou de escrever ali. Mas nessa análise superficial, muitos errinhos podem lhe escapar! 

É por isso que reler depois de um intervalo de tempo te ajuda a  identificar erros gramaticais, ortográficos e de coesão com mais facilidade. 

  1. Estímulo à criatividade

Às vezes, a pressão de terminar um texto pode atrapalhar sua criatividade. Ao deixar o texto – e sua mente – descansarem, você se permite relaxar e pode se abrir para novas ideias.

Em outro momento, poderá editar o texto e complementá-lo com novas ideias, adicionando detalhes e explorando abordagens que inicialmente passaram despercebidas. 

Tudo isso deixa o resultado final muito mais rico 😉

Como fazer isso na prática? 

Não existe uma fórmula mágica para revisar textos. O mais importante é você encontrar uma técnica que te deixe confortável e funcione para você. 

Apenas a título de exemplo, o que eu costumo fazer por aqui é intercalar meus textos: tenho alguns rascunhos em andamento e uso o Trello para gerenciar meus projetos, assim sei em qual etapa cada texto está. Também é uma ótima forma de acompanhar os prazos. 

Quando me sinto travada em uma história, faço uma pausa e vou para uma crônica ou artigo. Ao terminar um texto, deixo-o guardado em uma pasta da nuvem e sigo para outras produções. Outro dia, retorno ao texto e releio para poder editar e revisar. 

Dependendo do prazo e do meu nível de satisfação com a produção, posso fazer esse processo uma vez mais. Afinal, se eu mudar muita coisa no texto, uma segunda revisão será bem-vinda. 

Em resumo, deixar o texto dormir antes da revisão é uma prática valiosa que pode melhorar significativamente a qualidade da obra. Ao adotar uma perspectiva fresca, aprimorar a clareza, identificar erros e estimular a criatividade, você conseguirá um resultado final ainda melhor. 

Então, na próxima vez que colocar um ponto final em sua produção, guarde o texto e vá beber um cafezinho antes de voltar a ele, combinado? ☕

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Subtexto: a arte da interpretação na literatura https://tati.producaodeconteudo.com/2024/02/21/subtexto/ https://tati.producaodeconteudo.com/2024/02/21/subtexto/#comments Wed, 21 Feb 2024 14:47:00 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=5116 Quando nos envolvemos na leitura de um texto, vamos muito além do que está escrito nas páginas. No artigo de hoje, você vai aprender o que é o subtexto e qual sua importância na literatura. 

Interpretação de texto

Em obras literárias, a interpretação de texto se refere à habilidade de analisar e compreender os elementos presentes na narrativa, indo além da compreensão superficial das palavras e dos eventos descritos. 

É a análise subjetiva que fazemos do enredo, personagens, estilo de escrita e contexto histórico e cultural que envolvem a obra. 

Saber interpretar um texto literário significa ir além do significado literal das palavras e prestar atenção a nuances e camadas de significados que não são tão óbvias ou explícitas na história. 

A capacidade de interpretar ajuda o leitor a se desenvolver e mergulhar na complexidade da obra literária, encontrando significados que estão além da superfície. Isso permite uma compreensão mais completa e rica da obra, além de gerar maior identificação e conexão emocional com os personagens e com a história como um todo. 

Mas o que significa ir além da superfície

Todo texto literário possui o texto em si, que são as palavras escolhidas para compor a obra, e um subtexto. E é sobre isso que falaremos a seguir. 

O subtexto

O que faz uma pessoa escrever uma obra literária não é o texto, mas sim o subtexto. E cá entre nós, também é ele que motiva a nós leitores 😉.

O subtexto é a essência mais pura da literatura, aqueles elementos que, apesar de não serem expressos diretamente, fazem parte da obra e são intencionalmente deixados para que o leitor possa interpretar e se emocionar. 

O leitor não é passivo. Nenhuma obra revela tudo explicitamente, e parte da experiência literária é, justamente, se sentir ativo durante a leitura, desvendando aos poucos, aquilo que a narrativa deixa pairando no ar. 

O escritor semeia pistas ao longo da narrativa para estimular uma leitura mais sensível e atenta, que desafie o leitor e desperte sua curiosidade e atenção. 

Ao explorar o subtexto, o escritor revela camadas mais profundas de significado, sentimentos sutis, críticas sociais e reflexões filosóficas implícitas. Tudo isso dá mais profundidade à obra. 

Enquanto as palavras do texto se desdobram diante dos olhos do leitor, é no subtexto que residem os segredos, as emoções veladas e as mensagens profundas que aguardam ser desvendadas.

É daí também que deriva outro conceito muito difundido na literatura, o “show, don’t tell”. Basicamente, a ideia é que é muito mais interessante quando você mostra os fatos do que quando você apenas os conta em uma história. 

Por exemplo, ao invés de dizer que um personagem ama seu parceiro, o subtexto aparece na descrição do seu sorriso quando o outro entra na sala, no brilho do olhar, no cheiro inebriante de seu perfume ou no arrepio que percorre seu corpo quando suas mãos se encontram. Enfim, nos gestos e emoções dos personagens. 

Aqui no blog, você encontra um artigo com 20 dicas de escrita criativa para aprimorar suas produções, nele te ensino esta e outras técnicas que enriquecem a narrativa – clique aqui para ler.

O poder do subtexto 

O professor Luiz Antonio de Assis Brasil e Silva, autor do livro “Escrever ficção: Um manual de criação literária” e professor do curso de Escrita Criativa da PUCRS, afirma que o escritor dá ao leitor os elementos para que ele construa a história. 

A ideia é que o leitor aprenda a ler nas entrelinhas, decifrando os múltiplos significados que permeiam uma obra literária e colando sentidos na história. 

Como cada leitor carrega sua bagagem pessoal, toda interpretação é única. O subtexto, portanto, não é apenas um elemento enigmático, mas uma ponte que conecta a história ao universo íntimo de cada leitor.

Justamente por interpretar o texto a partir de suas próprias experiências e sentimentos que não é necessário traduzir tudo em palavras ao longo do texto. Parte da diversão é interpretar e chegar às suas próprias conclusões. 

O subtexto nos desafia a ir além e mergulhar fundo na narrativa, questionando e refletindo sobre cada palavra lida. 

É na dança entre o texto e o subtexto que a literatura revela sua capacidade única de capturar a complexidade da experiência humana e de transcender as palavras escritas para se tornar uma expressão viva de nossas emoções. 

Me conta nos comentários qual a primeira obra que vem à sua mente quando você pensa em subtexto ⬇

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20 dicas de escrita criativa para aprimorar sua escrita literária https://tati.producaodeconteudo.com/2023/10/23/dicas-escrita-criativa/ https://tati.producaodeconteudo.com/2023/10/23/dicas-escrita-criativa/#comments Mon, 23 Oct 2023 13:20:37 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=4878 A escrita criativa é uma forma de expressão artística por meio da escrita. Nela, o escritor utiliza sua imaginação e criatividade para produzir textos originais – é assim que nasce a literatura.

Eu costumo dizer que escrever é como fazer alongamentos: quanto mais você fizer, mais longe você vai – e mais fácil fica!

Mas nem sempre nos sentimos motivados e criativos para escrever uma história, não é mesmo? Pensando nisso, reuni as melhores dicas que aprendi ao longo dos anos e que funcionam muito em minha rotina como escritora. Acompanhe!

  1. Tente destravar sua escrita

Se você for esperar as condições perfeitas para escrever, a tal da motivação pode não chegar. Por isso, é importante praticar e exercitar a escrita com frequência.

No livro O Caminho do Artista, de Julia Cameron, a autora propõe o exercício das “páginas matinais”. Funciona assim: todos os dias pela manhã, você se senta e escreve algumas páginas — pode ser em um caderno ou no computador.

Você pode escrever sobre qualquer tema, e não precisa se preocupar com regras gramaticais nesse momento. A ideia é colocar no papel tudo aquilo que está em sua cabeça e que pode estar te travando.

Fazendo isso todos os dias, a escrita vai se tornando um hábito e fica muito mais fácil exercitá-la. Além disso, é uma super oportunidade de mergulhar em uma jornada de autoconhecimento.

Aliás, tem outro artigo aqui no blog que explora a fundo esse exercício, já clica aqui para abrir em uma nova aba para ler em seguida.

  1. Faça rascunhos

Repete comigo: a primeira versão de uma história não precisa ser perfeita. Dar o primeiro passo pode ser o estímulo que sua criatividade precisa para deixar a imaginação rolar solta e dar vida à sua história.

Sem contar que sempre podemos editar um rascunho, mas nunca uma folha em branco 😉.

Você pode começar a escrever mesmo sem ter clareza de onde quer chegar. Não tem problema! A escrita livre é um ótimo exercício para se destravar, e é aos pouquinhos que sua história tomará forma.

Não tem problema se essa primeira versão não ficar boa, tiver erros gramaticais ou mesmo se faltar uma parte da história. Depois de começar, você sempre pode voltar ao texto e editá-lo até uma versão final.

  1. Tenha um caderno como melhor amigo

A criatividade não escolhe hora e muito menos lugar. Boas ideias podem surgir no banho, a caminho do trabalho ou enquanto você cozinha.

Por isso, tenha sempre um caderninho por perto para anotar todas as ideias que passarem por sua cabeça. E sim, aplicativos de celular também são uma opção.

Anote tudo mesmo! Muitas vezes pode parecer bobeira na hora, mas nunca sabemos quando aquela ideia poderá ser resgatada e utilizada.

E se você não anota assim que o pensamento ocorre, tem grandes chances de acabar se esquecendo e deixando uma ótima ideia passar.

  1. Deixe seu texto dormir

Quando terminamos um texto, temos duas alternativas: ou achamos que ele está incrível e já queremos publicar, ou não gostamos do resultado e queremos apagar tudo.

Não faça nem uma coisa nem outra 🤯.

Ao invés disso, guarde o texto e deixe-o dormir na gaveta. Depois de algum tempo, releia o texto e preste atenção nos detalhes – chegou a hora de lapidar sua produção.     

Este é o momento de editar o texto, ou seja, de rever detalhes, reescrever trechos, reposicionar frases, dar mais coesão ao texto e analisar se faltou (ou sobrou) alguma coisa.

Além da edição, aproveite para fazer uma revisão e pegar pequenos erros de digitação ou ortografia que podem ter passado batido.

  1. Pesquise antes de começar a escrever

Quando for escrever sobre um tema que não domina, pesquise referências antes de se aprofundar na história.

Esse trabalho de pesquisa deixará sua obra mais rica em detalhes, além de garantir mais verossimilhança à história.

Afinal, mesmo que seja fictícia, para que o leitor se interesse pela leitura e se sinta conectado com os personagens, é importante que os elementos e a narrativa soem como verdadeiros ou, ao menos, possíveis de acontecer.

Aproveite essa etapa para mergulhar no mundo de sua história e deixe a criatividade começar a trabalhar!

  1. Não se compare com outros escritores

Ninguém é igual a ninguém! Cada autor tem suas próprias ideias, experiências e referências e, justamente por isso, não faz sentido se comparar com outros escritores.

Você deve apenas se comparar consigo mesmo. Reler seus textos mais antigos é uma ótima forma de enxergar sua evolução ao longo do tempo, encontrando pontos de melhoria e características que são próprias do seu estilo de escrita.

  1. Leia mais!

Consumir literatura é um alimento para a criatividade. Além de ser uma delícia, ler mais livros de outros autores te garante um repertório de ideias, vocabulário e estilos de escrita.

Francine Prose tem um livro que eu simplesmente adoro, que se chama Para ler como um escritor. Nele, a autora nos mostra como podemos aprender com os escritores que admiramos. Segundo ela, ler prestando atenção na estrutura da história, construção dos personagens e descrição dos cenários nos ajuda a aprimorar a riqueza de detalhes de nossas próprias histórias.

Aliás, todo bom autor que eu conheço é, antes de tudo, um grande leitor. Então essa é uma dica de ouro, hein! 📚

  1. Estruture bem seu texto

Leitor nenhum gosta de ser enrolado. Por isso, ao contar uma história, garanta que ela tenha uma estrutura lógica e leve os personagens de um ponto a outro.

Uma estrutura básica, que funciona para qualquer história, é um texto com começo, meio e fim – além de um bom conflito para temperar a história.

A introdução serve para localizar o leitor, além de ser essencial para despertar sua curiosidade. Em seguida, o desenvolvimento é onde se desenrolam os acontecimentos da história.

O clímax é aquele momento de maior tensão da trama, quando o problema está no auge e as ações tomadas pelos personagens definem todo o rumo da história. E, finalmente, o desfecho é o final da história, que propõe uma solução para o enredo, sendo ela positiva ou não.

Para saber mais sobre como construir histórias redondinhas, recomendo a leitura do artigo que eu escrevi para o blog da Revista Maçã do Amor, sobre os cinco elementos da narrativa – para acessá-lo, clique aqui.

  1. Evite parágrafos muito extensos   

Blocos de texto cansam qualquer leitor (me desculpe, Saramago!). Quebrar a narrativa em parágrafos curtos facilita a leitura e pode torná-la mais atrativa para quem está lendo.

Sem contar que frases muito extensas podem confundir a leitura, comprometendo a compreensão da história.

Então deixe seu leitor respirar e prefira parágrafos curtos, combinado?

  1. Mostre, não conte

Conhece a expressão “show, don’t tell”? Basicamente, a ideia é que é muito mais interessante quando você mostra os fatos do que quando você apenas os conta em uma história.

Por exemplo, ao invés de contar que dois personagens estão conversando, mostre o diálogo exato entre eles para o seu leitor.

  1. Escreva bons diálogos

E por falar em diálogos… Escreva diálogos como se fossem conversas de verdade, daquelas que temos no dia a dia. Nós não falamos com excesso de formalidade e não costumamos fazer monólogos por aí, não é mesmo?

Para que sua história fique mais realista e mais interessante, mostre as interações entre os personagens. Assim, o leitor consegue se conectar com eles e com a história.

  1. Leia seu texto em voz alta

Ler em voz alta pode ser desafiador, mas é um exercício que mudará sua perspectiva sobre a história!  

Ouvindo as palavras que foram escritas, você terá noção se a história está clara, se as cenas fazem sentido e se a escolha de palavras foi assertiva – eliminando repetições, rimas ou cacofonias.

Com isso, poderá fazer edições e melhorar o texto ainda mais. O resultado final será um texto mais coeso, com pausas nos lugares certos e muito mais agradável de ler.

  1. Capriche  no título

O título funciona como um pitch da sua história. Ele deve ser atrativo a ponto de despertar a curiosidade do leitor para engatar na leitura.

Ao criar um título, siga essas regrinhas básicas: seja breve, específico, crie tensão, desperte a curiosidade ou faça uma pergunta ao leitor.

Isso aumenta as chances de que mais pessoas escolham sua história como próxima leitura.

  1. Dê profundidade a seus personagens

Sua história pode conter personagens secundários mais rasos, e isso não é um problema. Porém, procure aprofundar os personagens principais, indo além de uma descrição física.

Crie personagens marcantes. É com eles que as pessoas se conectam!

Mostre ao longo da história os gostos, desejos e até mesmo valores que guiam os  personagens.

Para cada personagem que deseja aprofundar, você pode pensar em detalhes como: profissão, signo, onde mora, cor e comida favoritas etc. Anote esses detalhes em um cartão e use como um guia de consulta para enriquecer a história com mais detalhes.

  1. Revise

Depois de deixar seu texto dormir e descansar sua cabeça, volte a ele com o olhar mais fresco e faça uma revisão.

A verdade é que um texto cheio de erros compromete a qualidade da história e pode até levar o leitor a abandonar a leitura.

Essa releitura é o momento de revisar a escrita e corrigir erros gramaticais e de pontuação. Aliás, escrevi um artigo para o blog da Lab Conteúdos sobre a importância de revisar seus textos, além de quais os elementos básicos que não podem faltar em sua revisão – para acessá-lo, clique aqui.

  1. Tenha um beta reader

Um leitor beta é um leitor de teste de uma obra inédita. Essa pessoa dará um feedback sobre seu entendimento e impressões sobre a história, do ponto de vista de um leitor médio.

Peça para que seu primeiro leitor seja honesto sobre o que achou da história como um todo. E é muito importante que você se sinta à vontade para mostrar a história para essa pessoa e aceite receber comentários sobre ela, pois é a partir desse feedback que você poderá fazer uma nova edição no texto, aplicando ainda mais melhorias na obra.

  1. Escreva o que você quer ler

Para exercitar a criatividade, escreva sobre assuntos do seu interesse, explore temas que você domina, com base em suas próprias referências.

Em resumo, não precisa se forçar a escrever uma história extremamente bem elaborada, basta escrever exatamente aquilo que você gostaria de ler.

Pode ser surpreendente descobrir que outras pessoas também adorariam ler essa história 🥰.

  1. Seja autêntico

Você não precisa escrever uma história rebuscada e muito menos copiar o estilo literário de outros autores.

Se inspirar em diferentes estilos de escrita é uma ótima forma de alimentar sua criatividade, mas quando colocar a caneta no papel – ou os dedos no teclado – seja você mesmo.

Coloque suas ideias na história e inclua suas emoções nos personagens. Esse é o elemento-chave para que os leitores se conectem e se identifiquem com sua história.

  1. Faça pausas

Saber a hora de parar também é fundamental para sua escrita. Experimente fazer uma pausa quando se sentir muito travado ou sem ideias, e volte ao texto quando sentir que sua mente está descansada.

Dar um tempo da escrita e consumir outros conteúdos pode ser exatamente o que sua mente precisa para voltar renovada para suas páginas e avançar na história.

  1. Transforme a escrita em hábito

Escrever todos os dias é a melhor forma de exercitar e desenvolver suas habilidades. Além disso, é uma boa forma de lidar com o bloqueio criativo que irá surgir de vez em quando.

Escrever um pouquinho por dia, todos os dias, é o que vai te ajudar a melhorar sua escrita e descobrir seu estilo.

Por hoje é só! Se você gostou dessas dicas, compartilhe o texto com seus colegas escritores para que elas alcancem cada vez mais pessoas. E volte nesta página sempre que precisar se lembrar delas, ou se motivar para continuar sua jornada na escrita criativa!

E continue me acompanhando por aqui, pois a partir da minha experiência como redatora, eu compartilho dicas práticas de escrita e produção de conteúdo. Aproveita e me conta aqui nos comentários se tem alguma outra técnica que funciona pra você. Vou adorar conhecer e experimentar 💜

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Como escrever com mais leveza https://tati.producaodeconteudo.com/2023/05/23/escrever-com-leveza/ https://tati.producaodeconteudo.com/2023/05/23/escrever-com-leveza/#respond Tue, 23 May 2023 13:55:23 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=4306 Eu nunca parei para pensar muito sobre o meu processo de escrita. Na minha experiência, escrever sempre foi sinônimo de leveza, de me permitir e experimentar coisas novas. 

Não sei se tenho um método e, definitivamente, não tenho uma receita de bolo. Mas, desde que comecei a trabalhar profissionalmente com as palavras, algumas pessoas me perguntam sobre técnicas e estilos de escrita. 

Outro dia, conversando com uma cliente, ela disse que adorava acompanhar meus textos e que queria que a comunicação da sua empresa tivesse mais disso. 

“Disso o quê?”, perguntei. 

“Disso”, ela respondeu. 

E então vi, através de seus olhos, como a escrita podia tocar outras pessoas.

Desacelerando

Vivemos em um mundo cada vez mais conectado. Nele, as pessoas têm voz e muitas formas de se expressar. Mas, com tanta gente falando sobre tanta coisa, pode ser difícil escolher onde dedicar sua atenção. 

Por isso, sou adepta ao movimento do slow content, que visa desacelerar a produção de conteúdo, visando a qualidade ao invés da quantidade. 

Ou seja, acredito que mais vale ler – ou escrever – um conteúdo aprofundado e que entrega valor de verdade para quem o consome do que entupir as redes sociais de conteúdos superficiais.

Infelizmente, além de conteúdos rasos, a internet está cheia de textos difíceis de ler e de compreender: textos rígidos, quase técnicos, para falar sobre qualquer assunto.

Só que pra mostrar que domina um tema, você não precisa reinventar a roda, não! Nem dar uma aula de pós-graduação. 

Trazer simplicidade para a escrita significa conseguir transmitir a informação de forma leve e prática. A meta é saber que o leitor terminou o seu texto com algum aprendizado ou insight, algo que faça a leitura valer a pena. 

10 dicas para escrever com mais leveza

Pensando nisso, eu reuni 10 dicas que ajudam a trazer essa leveza para os textos. Como você perceberá, nem todas são técnicas de escrita, mas antes, uma forma de pensar que deve estar presente em seu trabalho e guiar seus textos. Veja só: 

  1. Escreva como você fala

Não complique à toa. Uma linguagem muito formal ou rebuscada pode afastar as pessoas da leitura. 

Mas veja bem, isso não quer dizer que você não deva respeitar as regras gramaticais da língua. A ideia é apenas escrever de uma forma que se aproxime mais de uma conversa, pois isso deixa o texto mais fluido. 

Não abuse de expressões formais, prefira explicar conceitos de forma descomplicada, evitando termos muito técnicos e específicos – a menos que façam sentido dentro do contexto, é claro. 

  1. Acrescente expressões do seu vocabulário na comunicação

Usar palavras e expressões do seu vocabulário cotidiano ajudam a humanizar o texto, dando um toque de autenticidade na sua comunicação. 

Você também pode usar gírias e expressões populares, mas tome o cuidado de garantir que o leitor entende o significado dessas palavras. 

Outra opção, que eu particularmente adoro, é usar elementos visuais, se o canal permitir e fizer sentido dentro do contexto. Já escrevi um texto aqui na plataforma sobre o impacto dos GIFs na comunicação, e como eles trazem mais leveza e dinamismo para a conversa. Além de serem uma linguagem universal, seu humor cria um vínculo entre autor e leitor, adicionando mais sentido à mensagem transmitida. 

  1. Escreva sobre o cotidiano

Já vi muitos escritores travarem por achar que não têm nada a dizer. Ou então, por quererem criar uma obra prima toda vez que se sentam para produzir. 

Uma das coisas que mais me ajuda a ser criativa e a escrever de forma leve é reparar nos detalhes do cotidiano. 

A verdade é que tem muita coisa no nosso dia a dia que renderia uma bela reflexão. E ter um olhar mais atento e sensível ao mundo à nossa volta ajuda a encontrar ótimas pautas para a escrita. 

Textos simples geram identificação e conexão com as pessoas, e isso faz com que elas voltem aos seus escritos. Muitas vezes, um texto sobre dicas práticas pode ser mais interessante do que uma dissertação sobre um tema mirabolante. O segredo é escrever sobre o que você conhece!

  1. Leia!

Todo bom escritor que eu conheço é, sem dúvidas, um grande leitor. Comece a ler mais livros, experimente novos gêneros literários, e encare suas leituras como uma grande fonte de aprendizado. 

Leia com atenção e curiosidade, tente reparar no estilo do autor, em suas escolhas, exemplos e todos os elementos que compõem o texto. 

Inclusive, a Francine Prose, que é escritora e crítica literária, tem um livro inteirinho sobre isso e eu recomendo muito a leitura! O livro se chama Para ler como um escritor, e você pode encontrá-lo aqui

  1. Exercite a empatia

Aprender a se colocar no lugar do outro é a melhor forma de construir relacionamentos genuínos. 

Por isso, mesmo que você domine um tema, tente se colocar do outro lado, como se fosse ler sobre isso pela primeira vez. Essa mudança de perspectiva vai te ajudar a simplificar conceitos, usar exemplos práticos e passar sua mensagem de forma mais clara. 

Além disso, a empatia nos mostra que é normal que as pessoas tenham opiniões e visões de mundo diferentes da nossa, ajudando a encontrar um lugar comum – no meio do caminho – para a comunicação. 

  1. Use frases curtas

Evite escrever blocos de textos, eles são cansativos e espantam os leitores. Escrever frases e parágrafos curtos ajuda a dar mais escaneabilidade ao texto, o que o torna mais agradável de consumir. 

Outras técnicas de escaneabilidade são: destacar trechos do texto em negrito ou itálico, espaçar parágrafos, criar subtítulos ou usar listas – como esta que você está lendo agora.

Além de deixar o texto menos cansativo, só de bater o olho, o leitor já consegue ter uma ideia sobre o assunto geral e pode decidir se vale ou não a leitura. 

  1. Seja conciso

Evite repetições e palavras desnecessárias. Sempre que possível, vá direto ao ponto e transmita suas ideias de forma sucinta. 

Um texto mais curto e objetivo tende a ser mais leve. Além disso, ele agrada os leitores por entregar a informação sem enrolação ou confusão. 

  1. Deixe o texto dormir

Essa é uma técnica que eu uso em TODOS os meus textos! Depois de escrever, é importante deixar suas palavras e mente descansarem. 

Depois de alguns dias (se possível), você retorna ao texto com um olhar renovado. Esse é um bom momento para editar e revisar seu texto, fazendo pequenas alterações e correções de erros ortográficos ou de digitação. 

Você também pode aproveitar para ler o texto em voz alta, assim, tem uma percepção melhor sobre a compreensão das palavras escritas. 

  1. Utilize exemplos e analogias

Sabe o famoso storytelling? Ele pode ser muito bem utilizado aqui. Ilustre seu texto com exemplos práticos, ou faça analogias que ajudem na compreensão dos conceitos. Isso ajuda a tornar o conteúdo mais visual e palpável para o leitor.

Quando apropriado, você também pode adicionar pitadas de humor ao texto, como trocadilhos, histórias engraçadas, ou os GIFs, que comentamos anteriormente. 

  1.  Seja autêntico

Não tenha medo de dar personalidade ao seu conteúdo. Escreva com sua própria voz e estilo. Isso torna o texto mais pessoal e envolvente. 

Evite tentar imitar outras pessoas ou forçar um tom que não seja natural para você. Ao invés disso, encontre um estilo que combine com você e que transmita seus valores para o conteúdo. 

Fala sério, não tem nada melhor do que começar a ler um texto e já saber quem o escreveu, de tão marcante que seu estilo é 😉

Agora é sua vez

Tenho certeza que essas dicas irão mudar sua forma de pensar na hora de escrever seu próximo conteúdo!

E lembre-se de que a leveza no texto não significa que o conteúdo deva ser superficial. Ao contrário, é possível tratar de assuntos sérios e complexos de maneira acessível e envolvente.

Escrever com leveza pode tornar seu texto mais agradável, cativante e fácil de ler. Essa simplicidade imprime uma marca nos seus escritos, deixando-os mais autênticos e transmitindo uma mensagem que vai muito além das palavras escritas. 

Se você gostou desse conteúdo, fica meu convite pra você me seguir por aqui e também no LinkedIn. Vira e mexe eu apareço com conteúdos que ajudam a desenvolver sua escrita e soft skills para ser ainda mais assertivo em sua comunicação. 

Até a próxima! 💜

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Vale a pena participar de concursos literários? https://tati.producaodeconteudo.com/2023/02/23/concursos-literarios/ https://tati.producaodeconteudo.com/2023/02/23/concursos-literarios/#comments Thu, 23 Feb 2023 14:03:41 +0000 https://tatianelucheis.com/?p=4111 Quando comecei a escrever, criei um blog para compartilhar minhas ideias, pensamentos e sentimentos com o mundo – ou com quem estivesse interessado em ler. E tenho um carinho enorme pelo público e amigos que conquistei aqui! Aos poucos, fui entrando também nas redes sociais, onde conheci outros leitores e colegas escritores. 

Toda essa jornada fortaleceu meus passos no caminho da escrita. Ainda assim, demorei para começar a pensar seriamente em publicação. A verdade é que o início pode ser bastante assustador para quem está começando a escrever.

Parece impossível entrar no mercado editorial tradicional! Mas a boa notícia é que, hoje em dia, existem diferentes opções para quem deseja publicar seus escritos – e isso ajuda o autor a ter mais alternativas na hora de publicar e começar sua carreira como escritor.

Além dos blogs e redes sociais, o autor pode optar pela autopublicação em plataformas como o Kindle, da Amazon. Eu tive uma maravilhosa experiência por lá, e o resultado você pode conferir aqui

Outra opção para quem quer aumentar o alcance de seus textos são as revistas digitais e antologias de contos organizadas por algumas editoras.. Esses projetos costumam ser bem estruturados e contam com uma equipe de profissionais que trabalha o texto e realiza a curadoria do conteúdo, compondo uma coletânea que é divulgada –  de forma gratuita ou paga –  em seus canais. 

Em geral, para participar de uma publicação, o autor precisa se inscrever em um concurso literário. Mas será que vale a pena participar desses eventos? É o que veremos a seguir!

O que é um concurso literário

Cada concurso tem suas particularidades, mas, de maneira geral, trata-se de um concurso que escritores se inscrevem para participar de um processo de seleção. Pode ter um tema específico ou não, por isso é importante que, antes de se inscrever, você se atente às regras do edital proposto.

Depois que a inscrição é realizada, o texto é lido e avaliado segundo os critérios do concurso. Os autores selecionados ganham um prêmio, que pode ir da publicação de seu texto até medalhas, menções honrosas ou prêmios em dinheiro.

Na minha experiência, posso afirmar que os concursos são uma ótima oportunidade para quem está começando na carreira de escritor e não sabe como entrar no meio editorial. 

Além de participar de projetos de incentivo à cultura, o autor iniciante tem a oportunidade de acompanhar de perto como os processos de publicação acontecem!

Mas vale a pena participar de concursos literários? 

Em geral, sim! É claro que é importante ler todas as regras do edital e conferir o que é solicitado na inscrição. A maioria dos concursos que vejo por aí são gratuitos, e por isso fica a dica de sempre desconfiar de taxas de inscrição 👀. Pesquise sobre a reputação da instituição antes de pagar qualquer valor ou assinar um contrato e, não tome nenhuma decisão se ainda estiver com dúvidas. 

Com os devidos cuidados, os concursos literários podem trazer muitas vantagens para quem participa deles. A seguir, listei 6 bons motivos para acompanhar editais e se inscrever em concursos. Confira!

  1. Validação: ser selecionado é uma forma de reconhecimento pelo seu texto. Saber que alguém gostou do seu trabalho e receber um convite para fazer parte de uma publicação desperta uma sensação muito boa em qualquer autor. Além disso, ver seu texto trabalhado dentro de uma obra – seja ela física ou digital – dá outra dimensão à sua escrita. Digo por experiência própria que é uma recompensa muito prazerosa; 
  2. Alcance: ter um texto publicado por uma revista ou editora é uma ótima chance de “furar sua bolha” e expandir seu público leitor. Por mais que você publique em seu blog pessoal ou nas redes sociais, o fato é que uma publicação formal que reúne mais autores terá um alcance maior e, assim, mais pessoas poderão entrar em contato com a sua obra; 
  3. Revisão: num mundo ideal, todos os textos são publicados sem erros gramaticais e em sua melhor versão. A realidade, porém, não é bem assim… Em geral, quando publicamos um texto por conta própria, corremos o risco de deixar passar pequenos erros de digitação, ortografia, ou até mesmo falhas de estrutura. Antes de ser publicado, seu texto será editado e/ou revisado por uma equipe profissional, e isso eleva a qualidade da sua escrita. Considere isso como uma oportunidade de crescer profissionalmente, recebendo um feedback especializado;
  4. Processo de publicação: na minha opinião, uma das melhores partes de ser publicado é poder acompanhar de perto cada etapa do processo de publicação! Você vê a evolução do seu próprio trabalho com o processo de revisão e tem o seu texto como parte de um conjunto maior e coeso. Algumas editoras dão spoilers da edição e compartilham um pouquinho de cada etapa com os autores; 
  5. Networking: ao participar de uma publicação coletiva, seja em uma revista ou antologia, você tem a oportunidade de conhecer outros autores. Isso amplia sua rede de contatos profissionais, permitindo a formação de novas parcerias e trocas de experiências. Já fiz boas amizades durante a publicação das antologias que já participei; 
  6. Portfólio: conforme você publica, vai criando um portfólio ou catálogo de trabalhos para chamar de seu. As publicações fortalecem a carreira do escritor e mostram o reconhecimento da qualidade de sua obra. Já pensou reservar um espacinho na sua estante para guardar seus próprios trabalhos? 😍

Dicas para ser selecionado em concursos literários

Ao longo do caminho, você receberá aceites e recusas em meus textos e os motivos para isso variam muito! O fato é que nem sempre a gente consegue vencer. Mas, com algumas dicas simples, você pode ficar atento para aprimorar sua participação nos concursos, veja só: 

  1. Sempre leia o edital: algumas pessoas enviam textos sem conferir se o tema se adequa ao que está sendo solicitado no edital, ou mesmo se o número de palavras ou formato do texto estão no padrão exigido. Para evitar uma recusa que pode te desmotivar, leia atentamente a descrição da proposta e as regras do edital e envie seu texto apenas se ele cumprir com todos os requisitos; 
  2. Escolha suas batalhas: não adianta sair enviando seus textos para qualquer concurso. É importante que você pesquise sobre a instituição que está promovendo a ação. Veja se seu texto condiz com o gênero dessa publicação, se os seus valores são parecidos com os valores da revista ou editora e, finalmente, pense se o público leitor dessa publicação faz sentido para você e sua obra. Pensar nesses detalhes te ajuda a direcionar suas inscrições para aqueles concursos que mais combinam com você;
  3. Não escreva para ganhar: pode parecer estranho, mas é verdade! Não escreva pensando em agradar os jurados, ao invés disso, escreva as histórias que deseja contar, seja autêntico e explore suas técnicas para aprimorar seu estilo. Quando encontrar um concurso que combine com você, ótimo! Pode ter certeza que a classificação vem como uma consequência natural da qualidade da narrativa e da escrita. 

Nos últimos anos, participei de algumas antologias de contos e fiz parcerias com três editoras, chegando a ser convidada para escrever mesmo sem me inscrever em um concurso. Tudo isso me abriu portas e me apresentou a autores incríveis! No meio desses contatos surgiram outras oportunidades de publicação e divulgação de minhas crônicas e contos. 

Hoje, tenho muito orgulho de fazer parte da equipe editorial de uma revista literária que é cem por cento digital e de acesso gratuito, a Revista Maçã do Amor, que divulga histórias de amor de autores nacionais. No nosso site, você acompanha tudo sobre os próximos editais, além de poder se divertir lendo as edições já publicadas. 

Fazer parte da equipe de seleção da revista me deu outro olhar sobre a importância dos concursos literários, a diversidade e riqueza de temas e autores em busca de um canal de publicação para seus textos, além de, é claro, a importância de aprimorar as habilidades de escrita e o networking dentro do mundo literário. 

Espero que esse texto te ajude na hora de se inscrever em seu próximo concurso! Boa sorte e quem sabe não nos encontramos em alguma publicação? 💜

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